O endividamento das famílias brasileiras atingiu o nível mais alto dos últimos 20 anos, segundo dados do Banco Central do Brasil. As informações indicam que, desde outubro do ano passado, as famílias passaram a destinar cerca de 29% da renda ao pagamento de compromissos financeiros.
Desse total, 10,38% correspondem ao pagamento de juros, enquanto 18,81% referem-se à amortização do valor principal das dívidas. O cenário ocorre em um contexto de aumento do crédito e maior pressão sobre o orçamento doméstico.
Os dados também apontam crescimento da inadimplência. Entre o fim do ano passado e janeiro deste ano, 6,9% dos consumidores ficaram em atraso, ante 5,6% no mesmo período do ano anterior. O avanço atinge principalmente famílias de menor renda, que recorrem com maior frequência a linhas de crédito com juros elevados.
Entre as modalidades, o cartão de crédito rotativo concentra o maior índice de inadimplência, com 63,5% em janeiro. Em seguida aparecem o cheque especial, com 16,5%, e o cartão parcelado, com 13%.
No mesmo período, houve aumento no uso dessas modalidades. Os empréstimos rotativos cresceram 31,2% entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano. O crédito parcelado avançou 18,3%, enquanto o cheque especial registrou alta de 13,8%.
O Banco Central estabeleceu limites para os encargos no cartão de crédito rotativo. Pela regra em vigor, o total de juros e tarifas não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida. Dessa forma, uma dívida de R$ 100 não pode superar R$ 200 após a aplicação desses custos, segundo informações da revista Oeste.












