Cuiabá/MT, 31 de agosto de 2026.

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Decisão judicial no Paquistão entrega menina cristã a muçulmano


No Paquistão, uma decisão judicial que concedeu a custódia de uma menina cristã de 13 anos a um muçulmano, acusado de sequestrá-la e forçá-la a se converter, gerou forte condenação de ativistas de direitos humanos. A situação da jovem, Amber Nadeem, levanta preocupações sobre sua segurança e bem-estar.

Contexto da situação

Amber Nadeem, uma menina cristã de apenas 13 anos, foi supostamente sequestrada em 12 de junho de 2026 por Mohsin Liaqat, um muçulmano. Após o sequestro, a polícia foi acionada e conseguiu recuperar a menina, que foi colocada em uma unidade de proteção a vítimas de violência de gênero. O caso chamou a atenção de diversos grupos de direitos humanos, que alertaram sobre a vulnerabilidade de Amber diante da situação.

O que aconteceu na corte

Em 25 de julho, um juiz de um tribunal de Faisalabad, na província de Punjab, decidiu entregar a custódia de Amber a Liaqat, que alegou ser seu marido. Essa decisão foi tomada apesar de questionamentos sobre a idade da menina e as circunstâncias que cercaram sua suposta conversão ao Islã. Durante as audiências, Amber teria declarado que membros da família de Liaqat a pressionaram a afirmar que era maior de idade.

O advogado Joseph Janssen, que representa a família de Amber, destacou que a defesa apresentou documentos que afirmavam que Amber tinha 18 anos, mas a família contestou esses papéis, apontando que os pais da menina se casaram em 2012, o que torna impossível que ela tenha essa idade. O juiz, mesmo diante das discrepâncias, decidiu a favor de Liaqat, permitindo que ele obtivesse liberdade sob fiança.

Reações e preocupações

Ativistas de direitos humanos, incluindo Akmal Bhatti, presidente da Minorities Alliance Pakistan, expressaram sua indignação com a decisão judicial. Durante uma coletiva de imprensa realizada em 29 de agosto, Bhatti e outros defensores dos direitos das minorias pediram às autoridades que protejam Amber e garantam sua segurança. “Essa decisão pode expor Amber a mais abusos e coerção”, alertou Bhatti.

A mãe de Amber, Nadia Nadeem, também esteve presente na coletiva e fez um apelo emocional às autoridades, pedindo que intervenham para proteger sua filha. A situação de Amber é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitos cristãos e outras minorias religiosas no Paquistão, onde a liberdade religiosa é frequentemente ameaçada.

O que esperar

O caso de Amber Nadeem destaca a necessidade urgente de proteção para crianças e jovens em situações vulneráveis, especialmente em contextos onde a liberdade religiosa é limitada. A pressão internacional e a atenção da mídia podem ser cruciais para garantir que a justiça seja feita e que a segurança de Amber seja priorizada.



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