Cuiabá/MT, 18 de março de 2026.

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Cristãos iranianos demonstram generosidade em meio à crise


Cristãos no Irã enfrentam um cenário de silêncio, medo e incerteza após mais de uma semana de conflito armado e interrupções quase totais nas comunicações. Parceiros da Portas Abertas conseguiram contato limitado com alguns fiéis e informaram que muitos estão em segurança, apesar das condições consideradas extremas.

Um representante da organização, que não teve o nome divulgado por questões de segurança, relatou alívio após dias sem comunicação. — Foi um grande alívio finalmente ouvir as vozes de nossos irmãos e irmãs depois de nove dias de silêncio. Louvado seja o Senhor, eles estão seguros — afirmou.

Entre os casos relatados, está o de uma família cristã que segue sem notícias do filho desaparecido durante protestos ocorridos em janeiro. Segundo o parceiro local, os pais já procuraram em prisões e necrotérios, sem obter informações. — O silêncio e a incerteza têm sido extremamente pesados para eles — declarou.

Relatos também indicam preocupação com jovens recrutados para o serviço militar obrigatório. Segundo um cristão identificado pelo pseudônimo Mohsen, comandantes teriam abandonado quartéis, deixando recrutas na linha de frente. — A situação é muito preocupante para nossa família — afirmou.

A crise econômica no país, agravada pelo conflito e por restrições logísticas, intensificou a escassez de alimentos, medicamentos e renda. Igrejas locais continuam oferecendo apoio com itens básicos, mas a demanda tem aumentado.

Informações recebidas pela Portas Abertas também apontam deterioração nas condições da prisão de Prisão de Evin, onde cristãos são mantidos por causa da fé. Um detento relatou que presos estariam sobrevivendo com recursos limitados. — Eles estão basicamente sobrevivendo de pão e água — informou a fonte.

O contexto de segurança também preocupa civis. Segundo relatos, áreas densamente povoadas estariam sendo utilizadas em operações militares, aumentando os riscos à população. O procurador-geral do país teria ameaçado confiscar propriedades de iranianos no exterior considerados colaboradores de inimigos, além de prever punições severas.

Apesar das dificuldades, há registros de ações de apoio entre cristãos. Uma família abriu sua residência para acolher outra que perdeu a casa após uma explosão. Mesmo com recursos limitados, os grupos têm se reunido para orações e leitura bíblica.

O parceiro local afirmou que essas iniciativas refletem um esforço contínuo de apoio mútuo entre os fiéis. — Louvo ao Senhor por ver que a visão pela qual oramos está se tornando realidade — declarou.

Os relatos indicam que, mesmo diante da guerra e das perdas, comunidades cristãs continuam promovendo ações de solidariedade e solicitam orações por proteção, provisão e segurança para famílias afetadas, desaparecidos, presos e civis em áreas de conflito.





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