Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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GOSPEL

Cristão processado por testemunhar ser ex-gay vence processo


Um tribunal de Malta absolveu o cristão Matthew Grech após um processo judicial iniciado em 2022 que o acusava de promover práticas classificadas como “terapia de conversão”. O caso foi aberto depois que ele relatou publicamente sua experiência pessoal de fé e mudança de vida durante uma entrevista concedida a um portal de notícias local.

Na entrevista ao PMNews Malta, Grech afirmou que passou por uma transformação após entregar sua vida a Jesus Cristo. Durante a conversa, ele declarou que acredita na possibilidade de mudança da atração por pessoas do mesmo sexo por meio da fé e de acompanhamento terapêutico.

Após a publicação da entrevista, ele foi acusado de violar a legislação maltesa que proíbe práticas destinadas a alterar ou suprimir a orientação sexual ou a identidade de gênero. A lei entrou em vigor em 2016, tornando Malta o primeiro país da União Europeia a adotar esse tipo de proibição.

O processo judicial se estendeu por aproximadamente três anos. Durante o período, Grech enfrentava a possibilidade de pena de até cinco meses de prisão e multa de até 5.000 euros.

As alegações finais do caso foram apresentadas em fevereiro de 2025. A decisão judicial era aguardada ainda naquele ano, mas foi adiada diversas vezes.

Na quarta-feira, 04 de junho, o tribunal declarou Grech inocente das acusações. Após a decisão, ele comentou o resultado em frente ao tribunal. “Os cristãos devem ter a liberdade de compartilhar seus testemunhos, compartilhar o que Deus fez em suas vidas, compartilhar seus pontos de vista sobre sexualidade e gênero e compartilhar a Palavra de Deus livremente, sem qualquer sentimento de intimidação, medo ou assédio”, declarou.

Ele afirmou que interpreta a decisão como uma defesa de direitos fundamentais. “Os tribunais malteses decidiram a favor da liberdade de expressão, da liberdade religiosa, e estamos muito gratos por finalmente podermos vislumbrar um futuro onde possamos presenciar a restauração de uma discussão saudável, um debate saudável em torno da sexualidade e do gênero”, disse.

Grech também comentou sua posição sobre a possibilidade de transformação pessoal. “E a verdade é: transformação, mudança, é real, é possível, e é hora de trazer a discussão de volta à mesa”, afirmou.

Após a decisão, ele também se manifestou nas redes sociais. “É uma vitória! Louvado seja Jesus!”, escreveu.

Durante o processo, Grech afirmou que a legislação utilizada no caso tem sido aplicada de forma indevida. Em declarações públicas, ele pediu ao governo maltês e às instituições europeias que revisem a norma.

“Trata-se simplesmente de uma arma nas mãos de ativistas e precisa ser abolida”, declarou.

Ele também afirmou que considera a aplicação da lei uma ameaça à liberdade de expressão. “A lei jamais deve ser usada como arma para silenciar testemunhos cristãos legítimos. Isso expôs o perigo de leis penais com redação vaga, que podem ser distorcidas e aplicadas arbitrariamente”, afirmou.

Grech também relatou impactos pessoais decorrentes do processo. “Ao longo desses últimos três anos, o próprio processo se tornou a punição. Sofri desgaste emocional, danos à minha reputação, prejuízos financeiros e incerteza constante. Ninguém deveria ter que viver sob o peso de acusações criminais simplesmente por exercer seu direito à liberdade de expressão”, declarou.

Além dele, os dois jornalistas responsáveis pela entrevista também foram incluídos no processo judicial e posteriormente absolvidos.

A defesa de Grech contou com apoio da organização jurídica Christian Legal Centre (CLC). A advogada Andrea Williams, diretora da instituição, comentou o resultado do julgamento.

“É um grande dia para o Evangelho e um grande dia para mostrar que a mudança é possível e para sermos livres para falar dessa mudança”, declarou.

Segundo Williams, a acusação se baseou em um conceito que ela considera impreciso. “Terapia de conversão é um termo indefinido, politicamente carregado e sem fundamento na realidade, e que nunca deveria ter sido usado para atacar um jovem simplesmente por compartilhar seu testemunho cristão”, afirmou.

A advogada também criticou a abertura do processo. “Matthew jamais deveria ter sido arrastado pelos tribunais criminais por descrever abertamente sua jornada de fé, uma decisão pessoal e voluntária de seguir a Cristo. Até mesmo os jornalistas que o confrontaram durante a entrevista foram processados, o que demonstra o quão absurdo e perigoso este caso se tornou”, declarou.

Ela afirmou que a decisão judicial pode influenciar debates sobre liberdade religiosa e liberdade de expressão. “A absolvição envia uma mensagem inequívoca: as tentativas de criminalizar o ensino e o testemunho cristãos não prevalecerão”, concluiu, de acordo com informações do portal Christian Today.





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