Cuiabá/MT, 9 de março de 2026.

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Conservadores têm vitória com emenda que proíbe linguagem neutra em órgãos públicos

Deputados federais da oposição, em boa parte conservadores, obtiveram uma importante vitória em defesa da preservação da “sanidade linguística” no Brasil. Isso, porque, na última terça-feira, a Câmara aprovou um Projeto de Lei que proíbe o uso da linguagem neutra nos órgãos públicos.

Ocorre que, na realidade, o objetivo original do PL não era proibir a linguagem neutra (o uso de expressões como “todes” e “amigues”, em vez de “todos” e “amigos”, por exemplo), mas apenas simplificar a maneira como os órgãos públicos se comunicam com a população.

Por essa razão o PL é oficialmente chamado de Política Nacional de Linguagem Simples, e tem como autora a deputada federal esquerdista Erika Kokay (PT-DF), que em seus argumentos ressaltou apenas a importância, segundo ela, de simplificar a comunicação pública.

“O contrário de comunicação simples é uma comunicação difícil. O que está se propondo é que o poder público emita seus comunicados de forma transparente e para que as pessoas possam compreender, sem cerceamento ao uso da língua, os impactos das decisões na vida das pessoas”, disse ela ao defender a proposta, segundo o Poder360.

Emenda importante

Contudo, apesar da intenção original do PL não ser combater o ativismo ideológico de gênero no uso da língua portuguesa, os deputados da oposição conseguiram incluir no texto uma emenda de autoria do deputado Junio Amaral (PL-MG), que trata justamente desse aspecto.

No jargão político, eles aprovaram o PL junto com o famoso “jabuti”: uma inclusão de medida que não havia correlação direta com a proposta original do Projeto de Lei. E é nesse trecho que o documento prevê a proibição das repartições públicas de utilizarem “novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa”.

As federações PT/PCdoB/PV e Psol/Rede ainda tentaram barrar o jabuti, orientando voto contrário, mas o texto acabou sendo aprovado na íntegra por 257 votos a favor, 144 contrários e 2 abstenções. Para começar a valer, o PL ainda deverá passar pelo Senado.

FONTE : Gospel Mais

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