O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na última sexta-feira (13) que a ofensiva militar em curso contra o Irã pode abrir caminho para o que descreveu como o “retorno do Messias”. A declaração foi feita durante pronunciamento público sobre os desdobramentos do conflito na região, no qual também estendeu ameaças diretas à nova liderança iraniana.
“Chegaremos ao retorno do Messias, mas isso não acontecerá na próxima quinta-feira”, declarou Netanyahu ao projetar o futuro de Israel e do Oriente Médio. Segundo o premiê, um dos passos necessários para esse cenário seria a reconstrução do antigo templo judaico em Jerusalém, o que, conforme admitiu, exigiria mudanças significativas no local onde atualmente se encontram o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa — terceiro local mais sagrado do islamismo.
Ameaças à liderança iraniana
Em sua primeira entrevista coletiva desde o início da guerra, realizada na quinta-feira (12), Netanyahu foi questionado sobre possíveis ações contra o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem. O premiê respondeu com uma declaração contundente: “Eu não faria um seguro de vida para nenhum dos líderes das organizações terroristas”, afirmou, segundo agências internacionais .
Netanyahu referiu-se a Mojtaba Khamenei como um “fantoche da Guarda Revolucionária” e disse que o clérigo “não pode mostrar o rosto em público” . O novo líder iraniano assumiu o posto após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos no dia 28 de fevereiro, que marcaram o início da ofensiva denominada por Washington como “Operação Fúria Épica” .
Objetivos da campanha militar
O premiê israelense delineou três objetivos centrais para a operação militar: impedir o Irã de obter capacidade nuclear, destruir seu programa de mísseis balísticos e “criar as condições para que o povo iraniano possa derrubar este regime cruel” . “Estamos desferindo golpes esmagadores na Guarda Revolucionária e no Basij, tanto nas ruas quanto nos postos de controle — e ainda estamos ativos”, declarou .
Netanyahu dirigiu-se diretamente à população iraniana: “O momento em que vocês poderão embarcar em um novo caminho de liberdade — esse momento está se aproximando. Estamos ao seu lado, estamos ajudando vocês. Mas, no final das contas, depende de vocês! Está em suas mãos” . Quando questionado novamente sobre a promoção de uma mudança de regime, o premiê recorreu ao provérbio: “Você pode levar alguém até a água, mas não pode obrigá-lo a beber” .
Repercussão regional
As declarações de Netanyahu ocorrem em meio à intensificação dos confrontos. No sábado (14), um ataque com mísseis atingiu a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, danificando sua infraestrutura, embora sem causar vítimas .
A Guarda Revolucionária do Irã emitiu no domingo (15) uma ameaça direta a Netanyahu, afirmando que continuará a persegui-lo “com toda a força enquanto ele permanecer vivo” e acusando o líder israelense de ser “assassino de crianças” .
A crise elevou a tensão nos mercados globais após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, elevando o preço do barril de Brent para mais de US$ 100. Netanyahu também destacou sua aliança com o presidente americano Donald Trump, com quem afirma conversar “quase todos os dias” para coordenar a estratégia conjunta. Com: Exibir Gospel.












