Cuiabá/MT, 4 de junho de 2026.

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Após Lula falar em ‘enforcamento’, Flávio o denunciará por ameaça


O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro informou que apresentará uma representação ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após declarações feitas pelo chefe do Executivo durante um evento em Catalão, Goiás, na terça-feira, 2 de junho.

Segundo a assessoria do parlamentar, a medida será adotada porque Flávio Bolsonaro interpretou as falas de Lula como ameaça e incitação ao crime. Em nota, a equipe do senador afirmou: “Flávio Bolsonaro irá denunciar ainda hoje ao Supremo Tribunal Federal crimes praticados por Lula. Em 02.06.26, Lula afirmou que o senador deveria ter o mesmo destino que Tiradentes e ser morto por enforcamento. De acordo com Flávio Bolsonaro, a fala do presidente configura crime de ameaça e de incitação ao crime”.

Durante o evento em Goiás, Lula criticou a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ao comentar o tema, o presidente atribuiu a medida à atuação da família Bolsonaro e mencionou um encontro realizado em 26 de maio entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao abordar o assunto, Lula comparou integrantes da família Bolsonaro a personagens ligados à Inconfidência Mineira. “São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado [sic]”, declarou.

Na sequência, o presidente acusou Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro de buscarem a interferência de um país estrangeiro em assuntos internos do Brasil. Lula afirmou que pessoas que adotam essa postura devem ser chamadas de “traidores” e “vendilhões da pátria”.

A declaração também gerou repercussão nas redes sociais. O comentarista político Leandro Ruschel questionou a reação ao discurso em uma publicação na plataforma X. “Quanto tempo demoraria para prenderem qualquer opositor do regime que fizesse um discurso sugerindo que Lula deveria ir para a forca?”, escreveu.

A referência histórica feita pelo presidente foi alvo de questionamentos. O executado em 1792 foi Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes. Joaquim Silvério dos Reis, citado por Lula como delator da conspiração, não foi condenado à morte.





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