Cuiabá/MT, 23 de abril de 2026.

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Apesar de temer IA, maioria dos pastores usa, diz estudo


Um estudo recente aponta que o uso de inteligência artificial tem crescido entre líderes religiosos, mas ainda gera preocupações sobre seus impactos no ministério. Embora muitos pastores utilizem a tecnologia para facilitar tarefas, parte deles teme efeitos negativos na orientação espiritual e na confiança dos fiéis.

O relatório “Tecnologia para Impacto Missionário: Estado da Tecnologia na Igreja 2026”, produzido pela Barna em parceria com a Pushpay, indica que cerca de 60% dos líderes religiosos usam IA para fins pessoais ao menos algumas vezes por mês. Por outro lado, 24% afirmam nunca utilizar a tecnologia.

Segundo o estudo, a IA é usada principalmente como ferramenta de apoio à produtividade. Os usos mais comuns incluem criação e edição de textos, produção de conteúdos visuais, e-mails, publicações em redes sociais e, em alguns casos, preparação de sermões.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado tendência semelhante, com ferramentas como ChatGPT e Grammarly entre as mais utilizadas por pastores.

Preocupações

Apesar dos benefícios, o levantamento destaca receios significativos. Cerca de 51% dos líderes disseram estar muito preocupados com plágio e integridade das mensagens, enquanto 49% temem a perda de autenticidade nos ensinamentos. Além disso, 83% demonstraram preocupação com privacidade de dados.

Outro ponto relevante é o impacto espiritual. Aproximadamente 65% dos líderes temem que a IA possa assumir parcialmente o papel de guia espiritual, e 70% receiam que a tecnologia reduza a confiança dos fiéis na liderança pastoral.

Adoção ainda limitada

Mesmo com o uso individual crescente, a adoção institucional ainda é baixa. Cerca de 58% dos líderes afirmam que suas igrejas não utilizam IA, enquanto 33% dizem que há algum uso. Outros 8% não souberam responder.

O estudo também aponta uma lacuna na regulamentação: apenas 5% das igrejas possuem políticas formais sobre o uso de IA, apesar de a maioria dos líderes considerar importante estabelecer diretrizes claras.

Percepção dos fiéis

Outro levantamento da Barna, em parceria com a Gloo, mostrou que cerca de um terço dos cristãos praticantes nos Estados Unidos considera que o aconselhamento espiritual feito por IA pode ser comparável ao de um pastor.

Apesar das preocupações, muitos líderes reconhecem benefícios. Cerca de 79% afirmam que a tecnologia melhorou as conexões entre membros da igreja, e 61% acreditam que ajudou no aprofundamento da fé.

De modo geral, os pesquisadores concluem que a IA é vista como uma ferramenta complementar — útil para operações e comunicação, mas ainda distante de substituir o papel humano no ministério, informou o The Christian Post.





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