Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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GOSPEL

ala rejeita bispa lésbica e articula outro arcebispo


Um grupo de líderes anglicanos conservadores iniciou nesta semana uma reunião na Abuja, na Nigéria, com o objetivo de escolher um novo líder espiritual para o movimento, em rejeição à nomeação de uma lésbica para o cargo na Igreja da Inglaterra.

A iniciativa ocorre paralelamente à preparação para a posse da bispa Sarah Mullally como a 106ª arcebispa de Canterbury, cerimônia marcada para 25 de março na Catedral de Canterbury.

O encontro integra a recém-anunciada Global Anglican Communion, estrutura criada por líderes ligados à GAFCON. A reunião começou na terça-feira e deve continuar até sexta-feira.

A criação da nova comunhão anglicana foi anunciada após a confirmação da nomeação de Mullally, divulgada no segundo semestre do ano passado. O movimento conservador afirma que pretende reorganizar parte das igrejas anglicanas em torno de uma interpretação bíblica considerada mais tradicional.

A GAFCON surgiu originalmente em 2008, durante um encontro em Jerusalém, em meio a tensões internas na Comunhão Anglicana. O principal ponto de divergência tem sido o debate sobre a união entre pessoas do mesmo sexo e outras questões relacionadas à moral sexual e à autoridade eclesiástica.

Após o anúncio da nomeação de Mullally, a organização criticou publicamente sua posição favorável à bênção de casais do mesmo sexo. Líderes do grupo afirmaram que a nova estrutura pretende reafirmar a Bíblia como base central da doutrina anglicana.

Para alguns observadores, a iniciativa pode representar uma divisão significativa dentro do anglicanismo. O historiador Diarmaid MacCulloch, professor emérito da Universidade de Oxford, afirmou em entrevista à BBC que o movimento se aproxima de um cisma, mesmo que não seja formalmente descrito dessa forma.

Segundo MacCulloch, o encontro reúne líderes que desejam reafirmar uma identidade teológica mais conservadora dentro do anglicanismo.

O arcebispo Laurent Mbanda, que preside o Conselho de Primazes da GAFCON, declarou anteriormente que a escolha da nova arcebispa pode aprofundar divisões já existentes na comunhão global.

Ele afirmou que, historicamente, o arcebispo de Canterbury desempenhou papel central como referência espiritual entre as igrejas anglicanas. O cargo também está ligado a estruturas tradicionais da comunhão, como a Conferência de Lambeth, a Reunião dos Primazes e o Conselho Consultivo Anglicano.

Mbanda argumenta, porém, que líderes conservadores passaram a questionar a autoridade de Canterbury como ponto de unidade entre as igrejas anglicanas. A posição foi formalizada no chamado Compromisso de Kigali, divulgado em 2023.

Enquanto isso, a posse oficial de Mullally ocorrerá no final de março. Sua confirmação formal foi realizada recentemente na Catedral de São Paulo, em Londres, cerimônia que também registrou manifestações de oposição.

Paralelamente, o Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra decidiu no mês passado encerrar planos para criar cerimônias independentes de bênção para uniões do mesmo sexo, após um longo período de debate interno, segundo o The Christian Post.





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