O aiatolá Abdollah Javadi Amoli discursou em rede nacional de televisão no Irã, na última quinta-feira, 05 de junho, convocando ações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e contra israelenses como vingança pela ação militar que, dentre outras baixas, matou Ali Khamenei.
Na declaração exibida pela emissora estatal iraniana, Amoli afirmou que o país enfrenta um momento decisivo. “Estamos agora à beira de um grande teste. E devemos ter o cuidado de preservar plenamente essa unidade, de preservar plenamente essa aliança”, declarou.
Em seguida, o clérigo fez referência a ações violentas contra adversários do país. “O derramamento de sangue sionista, o derramamento do sangue de Trump. O imã da época diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dela está sobre meus ombros’”, afirmou.
No mesmo contexto de tensões diplomáticas e militares, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou uma operação militar atribuída aos Estados Unidos. Segundo ele, Washington “lamentará profundamente o precedente que criou com o ataque de torpedo à fragata iraniana Dena em águas internacionais”.
Araghchi afirmou que o ataque ocorreu na quarta-feira, 04 de junho, e resultou no afundamento do navio. Segundo o ministro, grande parte da tripulação teria morrido na ação. Ele classificou o episódio como “uma atrocidade” e afirmou que o ataque ocorreu sem aviso prévio.
Escalada do conflito
As tensões militares na região se intensificaram após ataques realizados no sábado, 28 de maio, por forças dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos. As ações ocorreram em meio a disputas sobre o programa nuclear iraniano.
Após os bombardeios, autoridades iranianas anunciaram medidas de retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.
Entre os países citados estão Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, 29 de maio, veículos de comunicação iranianos divulgaram a informação de que o líder supremo do país, Ali Khamenei, morreu em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera reagir às operações militares. “A ofensiva mais pesada da história”, declarou, acrescentando que o Irã vê a resposta aos ataques como um “direito e dever legítimo”.
Em reação às ameaças de retaliação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que novas ações iranianas poderiam resultar em mais resposta militar. “É melhor que eles não façam isso”, declarou. “Porque, se fizerem, os atingiremos com uma força nunca antes vista”, afirmou, segundo informado pela revista Oeste.












