Cuiabá/MT, 20 de março de 2026.

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Ex-médico é condenado por queimar a mãe viva em apartamento do DF




Ex-médico Lauro Estevão Vaz Curvo, acusado de queimar a mãe viva dentro de um apartamento em Águas Claras, no DF.
reprodução
O ex-médico Lauro Estevão Vaz Curvo foi condenado a 46 anos de prisão por queimar a mãe de 94 anos viva dentro de um apartamento em Águas Claras, no Distrito Federal. O caso foi em maio de 2024 (veja detalhes abaixo).
Segundo a decisão do Tribunal de Júri, houve feminicídio qualificado e fraude processual. O g1 tenta contato com a defesa de Lauro. O ex-médico, que já estava preso preventivamente, não pode recorrer em liberdade.
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De acordo com o magistrado, a conduta social de Lauro “se mostra negativa no âmbito familiar, diante do grave desgaste nas relações com seu irmão e com a ex-esposa, esta última inclusive vítima de violência doméstica, bem como pela comprovada falta de dedicação aos cuidados de sua genitora”.
O juiz afirmou ainda que o crime foi motivado após o pedido do ex-médico para ser curador da mãe ser negado. Dessa forma, ele não conseguiria ter acesso aos rendimentos da vítima.
Relembre o caso
Inquérito da Polícia Civil conclui que incêndio que matou idosa em Águas Claras foi criminoso
Segundo a Polícia Civil, o fogo começou na maca da vítima, Zely Alves Curvos, de 94 anos, e foi provocado por ação humana.
À época, os vizinhos informaram que Zely morava há pouco tempo no prédio. A mulher tinha problemas de saúde e estava acamada há anos. Segundo os bombeiros, o fogo começou no quarto em que a senhora estava.
Após investigação sobre o ocorrido, a Polícia Civil concluiu que o incêndio foi criminoso.
Homem já foi preso por abandono e acusado de abuso sexual
Lauro Estevão Vaz Curvo já foi preso em maio de 2023, após abandonar a mãe Zely Alves Curvos no Hospital Militar de Brasília (HMAB). A idosa, na época com 93 anos, tinha recebido alta há mais de 30 dias, e o filho se recusou a retirá-la do hospital e levá-la para casa.
Ele foi preso pelos crimes de abandono de idoso em hospital e de indução de pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração. No entanto, na audiência de custódia, o homem foi solto.
Segundo a Polícia Civil, além do abandono da mãe, Lauro teve o registro profissional médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) em 2021.
O ginecologista havia sido condenado em 2013 por abusar sexualmente de duas pacientes durante consultas. De acordo com o processo, os crimes ocorreram em 2009 e 2010, no Centro de Saúde 1, em São Sebastião.
As vítimas contaram que Lauro as tocou de forma indevida durante exames. À época, uma delas tinha 17 anos e estava grávida.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



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