Cuiabá/MT, 11 de julho de 2026.

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Adotadas por famílias diferentes, irmãs se reencontram após 67 anos no interior de SP




Irmãs se reencontram após 67 anos no interior de SP
Quase sete décadas de espera foi o tempo em que três irmãs, separadas na infância e adotadas por famílias diferentes, levaram para se reencontrar. Lágrimas, abraços e sorrisos marcaram o reencontro entre Aparecida, Isabel e Rita, na última sexta-feira (10), em Divinolândia (SP).
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A família vivia na zona rural de Caconde até um acidente fazer com que os caminhos seguissem paralelamente. Foram 67 anos desde a última vez em que as irmãs estiveram juntas.
Antônio Vicente da Silva e Maria Cândida da Silva se casaram e tiveram quatro filhos:
A Aparecida nasceu em 1944;
A Rita em 1949;
A Isabel em 1953;
E o único homem, o Benedito, em 1955.
Árvore genealógica da família das irmãs que se reencontraram após 67 anos, em Divinolândia
EPTV/Reprodução
“A minha mãe foi passear, a cobra deu um bote e pegou ela. Ela morreu porque a cobra picou ela. Eu tinha 8 anos e lembro disso aí”, contou a aposentada Maria Aparecida da Silva Pereira.
Naquela época, era comum os pais entregarem os filhos para outras famílias e, por isso, cada um dos irmãos foi criado por pessoas diferentes.
A Isabel cresceu com uma família de Caconde e mudou-se para Vargem Grande do Sul. Já a Aparecida foi entregue para um médico. As duas se reencontraram há mais de 20 anos, com ajuda de parentes.
Benedito foi adotado pelos padrinhos e levado para Minas Gerais (MG), mas morreu há menos de dois meses.
Aparecida e Isabel haviam se reencontrado há 20 anos, mas faltava Rita
EPTV/Reprodução
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Reencontro após 67 anos
Irmãs se reencontraram após 67 anos separadas no interior de SP
EPTV/Reprodução
Faltava uma irmã perdida, a Rita. Para solucionar isso, os parentes entraram em ação e, apesar do nome comum, conseguiram localizá-la em Campinas. “Descobri endereço, telefone, local e a cidade onde ela mora”, contou o aposentado Reginaldo de Souza.
Durante o reencontro, adiado por quase 7 décadas, o ônibus atrasou 40 minutos. Após desembarcar, cumprimentar parentes e pegar a bagagem, finalmente, as três irmãs juntas.
As primeiras horas do reencontro foram na casa de um dos parentes, em Divinolândia. Após ser adotada em Caconde, Rita foi levada para Barretos, mas mudou-se para Campinas na juventude.
Adotadas por famílias diferentes, irmãs se reencontram após quase 7 décadas no interior de SP
EPTV/Reprodução
A aposentada Rita da Silva contou que havia procurada as irmãs, mas não conseguiu encontrá-las. “Meu marido era da iuguslavo, ele era cigano. Eu falei assim, gente, tenho tanta saudade da minha família. Ele falou: ‘aonde está?’ Eu falei: ‘não acho'”.
“A gente rezava, mas não se enxergava, né? Só na oração”, contou a aposentada Isabel da Silva de Melo.
A distância tentou afastá-las, mas durante o reencontro fortaleceu a promessa de um futuro juntas. “De agora em diante, todo feriado estou batendo para cá, ou então elas vão para lá”, finalizou Rita.
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