Cuiabá/MT, 23 de outubro de 2026.

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POLÍTICA

‘Governador que foi eleito para fazer isso’, diz Pivetta sobre redução de custos



Com foco na redução de despesas e na modernização da máquina pública, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou que sua gestão implementará um plano voltado ao enxugamento do Estado, incluindo a previsão de adesão a programa de demissão voluntária (PDV) para servidores públicos efetivos. Logo após a eleição, foi levantada a possibilidade de substituir funcionários públicos por ferramentas de inteligência artificial.

A medida faz parte de um conjunto de diretrizes formuladas por um grupo técnico composto por servidores de carreira do Estado. Questionado sobre a estratégia de reestruturação administrativa, Pivetta destacou a criação de núcleos centralizados para otimizar os recursos humanos e materiais das secretarias.

“Nós precisamos adequar a nossa máquina pública à capacidade e à disposição que o nosso povo tem de sustentar o Estado”, justificou, mencionando a criação de estruturas conjuntas, como uma central de compras e uma central de engenharia.

Durante a coletiva, ao ser questionado se a urgência na diminuição da máquina pública indicaria uma falha da gestão anterior, Pivetta ponderou que a administração passada realizou ajustes, mas enfatizou que seu compromisso foi referendado pelas urnas.

“É uma ação governamental de um governador que foi eleito para fazer isso também”, afirmou. O governador reforçou que assumiu o compromisso de aliviar o peso fiscal do Estado sobre o trabalhador e preservar a eficiência da máquina pública. A declaração confirma a antecipação feita pelo ex-secretário de Fazenda, Rogério Gallo, que quer incluir o PDV no âmbito da reforma administrativa que Pivetta vem planejando desde a sua reeleição.

Pivetta defende que o estado seja “eficiente” e quer enxugar a máquina, possivelmente com demissão de pessoal e redução de secretarias. Por meio de uma postagem em rede social, ele pediu que os cidadãos enviem sugestões do que pode ser feito para alcançar esse objetivo.

“Já teve plano de demissão voluntária em algumas secretarias, já teve na MTI, a gente já teve plano de PDVs com algumas empresas públicas do estado. Nada está descartado, mas isso tudo está à mesa. Estamos avaliando. Se fizer sentido e der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade. Mas eu diria hoje que não está na mesa no curto prazo fazer isso”, afirmou Gallo semana passada.

“Estamos analisando e fazendo um diagnóstico de quais medidas são mais adequadas. Precisamos de um estado que seja eficiente. Falam de estado mínimo. Estado eficiente é aquele que entrega para a população. Essa eleição provou isso”, acrescentou.

Um programa de demissão voluntária (PDV) é quando o governo oferece uma compensação financeira atrativa para que o servidor abra mão do seu cargo. A legislação estabelece que o funcionário público com estabilidade não pode ser demitido ou forçado a pedir demissão.



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