O fim da escala 6X1 e a segurança pública foram temas de destaques nos atos de campanha dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (3).
Romeu Zema, do Novo, esteve na sabatina da rádio Jovem Pan e classificou o fim da escala 6×1 como uma medida populista em ano eleitoral. O candidato afirmou que trabalhadores deveriam ter liberdade para definir a própria carga horária.
“O que eu quero é que cada um faça a sua escala de trabalho, como já acontece em outros países: contrato de trabalho por hora. Quem quer trabalhar 20 horas, trabalha; 10, 50, 60, de acordo com a energia, com a disponibilidade. Nós temos hoje um mercado informal gigantesco que, com o trabalho por hora, nós temos condição de estar formalizando.”
Ronaldo Caiado, do PSD, concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, para a série Presidenciáveis. Ao falar sobre a redução dos gastos públicos e a elevada carga tributária, Caiado criticou a pressão para votar mudanças na jornada de trabalho, como a PEC da escala 6×1, ainda durante o primeiro turno. Segundo o candidato, a discussão precisa considerar também os efeitos sobre os pequenos negócios, responsáveis por grande parte dos empregos formais.
“Você tem uma carga tributária que hoje está empobrecendo todo mundo. Você está vendo um baixo poder aquisitivo, uma inflação enorme hoje no custo de vida das pessoas, seja na alimentação, na conta de luz, na conta de água, no colégio do filho, no seguro de vida. Então, você tem isso aqui acumulado. De repente, você tem uma outra carga sobre quem absorve a mão de obra formal, que é o micro e o pequeno empresário.”
Renan Santos, da Missão, falou pela manhã ao portal de notícias Brado. Na parte da tarde concedeu entrevista ao podcast Show do Bacci, onde defendeu uma ofensiva contra áreas dominadas por facções criminosas com participação das Forças Armadas, das polícias e de órgãos de inteligência. A proposta inclui decretar Estado de Defesa ou Garantia da Lei e da Ordem em regiões consideradas estratégicas para o crime organizado.
“Eu já vou juntar o Estado-Maior das Forças Armadas, eu vou chamar os comandantes de todas as polícias militares, todos os governadores eleitos e vou falar: ‘Estou montando um Estado-Maior, nós estamos em guerra’. E eu farei uma intervenção nos estados que não quiserem cooperar.”
Augusto Cury, do Avante, concentrou o dia no eleitorado evangélico paulista. Pela manhã, concedeu entrevistas e depois foi até a Assembleia de Deus de São Paulo, no bairro do Belenzinho. À noite, participou de um evento em Ribeirão Preto.
Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não teve agenda de campanha nesta quinta-feira.
Flávio Bolsonaro, do PL, não teve agenda ao longo do dia. À noite, fez uma transmissão ao vivo no YouTube.
Clariana Barão, do DC, concedeu entrevista à TV Leo Dias.
Hertz Dias, do PSTU, esteve em Aracaju, onde participou de entrevistas em emissoras de rádio e realizou panfletagem no centro da capital sergipana.
Rui Costa Pimenta, do PCO, criticou a atuação do Judiciário na condução do caso do Banco Master, em entrevista ao canal Rádio Causa Operária.
Edmilson Costa, do PCB, cumpre agenda partidária em Lisboa.
Samara Martins, da UP, não divulgou compromissos até o fechamento desta reportagem.
Wilson Grassi, do Democrata, fez campanha no Distrito Federal. Pela manhã, visitou o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre e o Hospital Veterinário Anclivepa, ambos na cidade de Taguatinga. À tarde, correu ao redor da sede do TSE, em protesto contra a decisão da Justiça Eleitoral que suspendeu seus canais digitais de campanha.
Pablo Marçal, do PRTB, segue sem agenda pública. O TSE proibiu, por unanimidade, seus atos de campanha. A decisão também barrou sua participação em debates e vetou o acesso do candidato aos fundos eleitoral e partidário. A Corte decidiu pela inelegibilidade de Marçal até 2032.












