A senadora Damares Alves acionou a Justiça Federal nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, contra a Controladoria-Geral da União (CGU) devido a um vídeo institucional que gerou polêmica ao sugerir a associação do número 13, do Partido dos Trabalhadores (PT), a uma urna eletrônica.
Contexto da polêmica
A peça publicitária da CGU, que tinha como objetivo informar sobre a fiscalização e a integridade dos sistemas de votação, foi publicada nos canais oficiais do órgão. No entanto, uma das cenas do vídeo fez parecer que os números “1” e “3” foram digitados em uma urna eletrônica, o que gerou uma interpretação de que a CGU estava fazendo uma alusão ao número do PT, partido do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O que aconteceu
Após a repercussão negativa, a CGU decidiu excluir o vídeo de suas plataformas. Damares Alves, que é membro do partido Republicanos, argumentou em sua ação judicial que houve um uso inadequado da estrutura pública para promover uma comunicação que poderia ser interpretada como apoio ao PT. A senadora enfatizou que a situação compromete a imparcialidade necessária em um processo eleitoral.
Reações à ação judicial
A ação de Damares Alves gerou diversas reações nas redes sociais e entre os políticos. Muitos apoiadores da senadora veem a medida como uma defesa da integridade do processo eleitoral e da liberdade de expressão. Por outro lado, críticos apontam que a ação pode ser vista como uma tentativa de desviar a atenção de questões mais relevantes que afetam a população.
O que esperar
O desdobramento dessa ação judicial pode ter implicações significativas para a comunicação institucional no Brasil. Especialistas em direito eleitoral e comunicação pública observarão atentamente como a Justiça se posicionará sobre o caso, especialmente em um momento em que a confiança nas instituições está em pauta.
“A utilização de recursos públicos para fins políticos deve ser rigorosamente fiscalizada.”
Além disso, a situação pode abrir um debate mais amplo sobre a necessidade de regras claras para a comunicação de órgãos públicos durante períodos eleitorais, visando garantir que a imparcialidade e a transparência sejam mantidas.












