McKenna West, uma enfermeira de 28 anos do Alasca, deu à luz a um bebê em Dallas, Texas, e agora busca a custódia da criança após recusar um aborto solicitado pelo casal que a contratou como barriga de aluguel. O bebê nasceu com uma condição cardíaca rara.
O que aconteceu
O casal que contratou McKenna West, identificado em documentos judiciais como Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, pediu que ela realizasse um aborto após o diagnóstico do bebê com síndrome do coração esquerdo hipoplásico (HLHS), uma condição congênita rara. O bebê foi diagnosticado com a condição quando McKenna estava com 20 semanas de gestação.
Após recusar o aborto, McKenna viajou para o Texas, onde o procurador-geral do estado, Ken Paxton, obteve uma ordem judicial que garante que a criança receba “cuidados médicos estabilizadores e que sustentem a vida” após o nascimento. A ordem também impede a alta ou transferência do bebê enquanto ele estiver recebendo cuidados médicos.
Custódia e decisões médicas
Apesar da ordem que garante cuidados médicos ao bebê, uma ordem de restrição temporária concedeu a Gilkar e Ahmed a responsabilidade pelas decisões médicas e a custódia física da criança, impedindo McKenna de tomar decisões médicas em nome do bebê ou de ter posse dele.
O advogado do casal, Lee Budner, confirmou que o bebê está agora sob a custódia física deles. “Nosso cliente, o filho, nasceu ontem de manhã e agora está sob seus cuidados físicos enquanto recebe cuidados médicos especializados em um centro de atendimento terciário”, afirmou Budner.
Declarações do procurador-geral
Ken Paxton declarou: “O bebê Gabriel merece uma chance de vida, e eu não permitirei que ninguém negue ilegalmente os cuidados médicos necessários a ele”. Ele acrescentou que seu escritório usará todos os recursos disponíveis para proteger vidas inocentes e garantir que cada criança receba os cuidados exigidos pela lei do Texas.
“O bebê Gabriel merece uma chance de vida, e eu não permitirei que ninguém negue ilegalmente os cuidados médicos necessários a ele.”
Próximos passos
A luta de McKenna West pela custódia do bebê continua, enquanto o casal que a contratou mantém a custódia física da criança. O caso levanta questões sobre os direitos das gestantes de barriga de aluguel e as decisões médicas em situações de saúde complexas.












