Fósseis humanos descobertos no fundo do Canal de Penghu, entre Taiwan e a China continental, reacenderam discussões sobre os “gigantes” mencionados na Bíblia. Os restos pertencem a denisovanos, um grupo humano extinto que apresentava estatura acima da média atual.
Descobertas e características dos fósseis
Os fósseis, que incluem partes de um fêmur e de uma tíbia, foram analisados por pesquisadores que estimaram que um dos indivíduos poderia ter cerca de 1,80 metro de altura e pesar aproximadamente 83 quilos. O outro indivíduo teria alcançado cerca de 1,90 metro e pesava em torno de 91 quilos.
Os denisovanos e suas relações
Os denisovanos são considerados um antigo grupo humano relacionado aos neandertais. Evidências científicas sugerem que sua linhagem se separou da dos neandertais há centenas de milhares de anos, ocupando diferentes regiões da Ásia. Estudos genéticos indicam que houve cruzamentos entre denisovanos e populações de Homo sapiens.
Especulações sobre os nefilins
A análise das dimensões dos ossos gerou especulações fora do meio acadêmico. O pesquisador independente Jimmy Corsetti levantou a hipótese de que a presença de indivíduos de grande porte entre os denisovanos poderia estar relacionada às tradições sobre os nefilins, mencionados no Antigo Testamento. A palavra hebraica nefilim aparece em Gênesis 6:4 e Números 13:33, sendo frequentemente associada à ideia de gigantes.
A localização dos fósseis no fundo do mar também foi utilizada por Corsetti para sugerir uma conexão especulativa com o relato do Dilúvio de Gênesis, onde a presença de restos humanos submersos poderia ser vista como uma possível evidência compatível com a narrativa bíblica.












