Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (14) em queda, com um recuo de 0,25% perto das 9h15, cotado a R$ 5,1793. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ No Brasil, o governo deu início ao processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, por conta das tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. A medida, que ainda está em processo de análise, permite ao país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela.
▶️Na agenda de indicadores, o destaque fica com a Pnad Contínua Trimestral. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre deste ano. A taxa de desocupação ficou em 5,4% no período.
▶️Já nos EUA, as atenções ficam com os novos dados de varejo dos EUA. A expectativa do mercado é que o indicador tenha alta de 0,1% em julho na comparação mensal. A leitura preliminar da confiança do consumidor da Universidade de Michigan também fica no radar.
▶️ No Oriente Médio, a escalada das tensões continua a pressionar os mercados. Nesta sexta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra na região.
Em meio às tensões, os preços do petróleo subiam no mercado internacional. Perto das 9h30, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,54%, cotado a US$ 87,07, enquanto o WTI, referência nos EUA, caiu 2,43%, a US$ 81,25.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +1,88%;
Acumulado do mês: +2,16%;
Acumulado do ano: –5,64%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -3,06%;
Acumulado do mês: -6,05%;
Acumulado do ano: +3,79%.
EUA e Irã em impasse sobre o controle de Ormuz
Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional.
Nesta quinta-feira (13), o Irã voltou a contradizer o presidente americano, Donald Trump, ao afirmar que o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity, está sob seu controle.
Na véspera, Trump havia escrito em sua rede social Truth Social que os EUA tinham “controle total” da hidrovia estratégica.
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Nas últimas semanas, o regime iraniano também contrariou Trump em outras alegações do líder norte-americano, como quando negou ter pedido para os EUA cancelarem novos ataques contra o país e também quando negou estar em negociações com o rival.
Na quarta, Trump reafirmou sua narrativa de que o Irã está dizimado e chamou o país de “valentão do Oriente Médio”. Mais cedo, autoridade iraniana falou a agência que “não houve nenhum progresso” nas negociações entre os dois países.
Trump falou ainda em “muro de aço” ao se referir ao bloqueio naval que os EUA mantêm na entrada de Ormuz a navios iranianos ou que comercializem em portos do Irã.
Com as negociações para o fim da guerra sem avanço, no entanto, o tráfego em Ormuz voltou a ficar comprometido. Desde então, o Irã e o Omã se aproximaram de um acordo para administrar o fluxo de navios pela via marítima, que excluiria o acesso a navios dos EUA e de Israel.
Bolsas globais
Na Ásia, os mercados chineses recuaram nesta quinta-feira, puxados pelas perdas nas ações do setor de metais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,56%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,16%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
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