Cuiabá/MT, 15 de maio de 2026.

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GOSPEL

‘A direita é muito infantil’


O pastor Josué Valandro Júnior saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios envolvendo o parlamentar e o empresário André Esteves Vorcaro. As declarações reacenderam debates nas redes sociais e no meio político sobre a relação entre empresários e figuras públicas ligadas à direita brasileira.

Ao comentar o caso, Valandro afirmou que não identificou indícios de crime nos diálogos divulgados. Segundo ele, a repercussão do episódio estaria sendo usada para criar uma narrativa de equivalência entre políticos da direita e da esquerda.

“O que é interessante nesse caso do Flávio é que ele está pedindo para uma produção privada, um dinheiro para uma empresa privada, não envolve nenhum desvio de dinheiro público, não envolve nenhuma contrapartida para alguma coisa pública”, declarou o pastor.

Na avaliação do líder religioso, o episódio tem sido utilizado para desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro em um momento de maior projeção política nacional. “A mídia quer criar agora uma narrativa que todo mundo é igual”, afirmou.

Josué Valandro também criticou o que chamou de “ingenuidade política” de setores conservadores diante da repercussão pública de denúncias e investigações. Segundo ele, a tentativa de captação de recursos para uma produção audiovisual seria uma prática comum no mercado privado.

“O Flávio estava tentando verba do empresário que, depois, recuperaria o dinheiro dele. Caso ele visse o filme tendo prejuízo, teria prejuízo, mas se o filme desse lucro, o investidor teria lucro. Super normal”, disse.

O pastor afirmou ainda que o empresário já teria investido anteriormente em outras produções ligadas a figuras políticas de diferentes correntes ideológicas, incluindo conteúdos relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-presidente Michel Temer.

“O Vorcaro deu o dinheiro para produções, inclusive sobre a vida do presidente Lula e do Temer. E por que agora o Flávio tenta uma verba de um empresário rico, que não tinha escândalo nenhum com ele ainda, para uma produção independente, sem pegar nem um centavo do dinheiro público, qual é o problema?”, questionou.

Durante a declaração, Valandro também criticou informações divulgadas sobre os valores ligados ao caso e acusou setores da esquerda de utilizarem desinformação como estratégia política. “Falaram cento e tantos milhões, depois 60 e poucos milhões, depois são 2 milhões, cada hora se fala um valor”, afirmou.

Apesar da defesa ao senador, o pastor reconheceu que os áudios provocaram repercussão devido às denúncias posteriores envolvendo Vorcaro. Ainda assim, sustentou que o conteúdo divulgado não demonstraria irregularidade por parte de Flávio Bolsonaro.

“É um áudio que chama atenção? Sim. Chama atenção. Por quê? Porque hoje a gente sabe que o Vorcaro está metido com um monte de falcatruas. Mas se não fosse isso, a gente diria o quê? Diria que foi alguém tentando que outra pessoa, que é um investidor de um projeto, que arcasse com que se comprometeu”, declarou.

Na sequência, Josué Valandro questionou a responsabilização de pessoas que mantiveram relações comerciais com empresários posteriormente investigados. “Não vemos naquele áudio nenhuma falcatrua”, afirmou.

“Agora quer dizer então que se eu fizesse um acordo há cinco anos atrás com um corrupto, aí hoje se descobre que ele é corrupto, agora vou ser julgado por isso? A gente tem que ser um pouco mais inteligente nesse momento”, disse.

Ao concluir, o pastor voltou a afirmar que, na avaliação dele, os áudios não apresentam elementos que incriminem o senador. “Não há nada nesse áudio que incrimine, que mostre crime do Flávio. Nesse áudio não há”, declarou, de acordo com a revista Comunhão.





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