Cuiabá/MT, 3 de maio de 2026.

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Caruncho no arroz faz mal? Veja o que acontece se você comer o inseto


Um dos principais pesadelos de quem vai cozinhar é pegar o pacote de arroz, macarrão, milho ou feijão e se deparar com uma fina farinha no fundo do recipiente. O sinal aponta para a presença de carunchos, um inseto que surge na lavoura e vai acompanhando o alimento até a casa do consumidor.

Segundo a agrônoma e professora Cristina Schetino Bastos, da Universidade de Brasília, o termo caruncho é usado popularmente para diferentes espécies de besouros que atacam alimentos armazenados.

“Caruncho é um nome vulgar, comumente usado para designar mais de uma espécie de besouro que infesta produtos armazenados. Com frequência, refere-se a insetos da espécie Sitophilus zeamais, besouros pequenos, conhecidos como bicudos”, explica.

Os insetos estão associados principalmente a grãos como arroz, milho e trigo, e, por consequência, aos seus derivados, como o macarrão. Um ponto importante: eles não surgem “do nada” na despensa.

A infestação pode começar ainda no campo, durante a colheita, e seguir por todas as etapas, incluindo transporte, beneficiamento e armazenamento. Isso desmonta a ideia de que o problema está sempre ligado à má conservação em casa.

Onde ocorre a infestação e o que favorece o problema

De acordo com a professora, o ciclo do caruncho pode começar ainda na lavoura e continuar ao longo da cadeia produtiva. A espécie mais comum tem alta capacidade de sobrevivência e consegue perfurar grãos intactos, o que dificulta o controle.

Além disso, fatores ambientais influenciam diretamente a proliferação. Umidade moderada e temperaturas favoráveis criam o cenário ideal para o desenvolvimento dos insetos. Por outro lado, ambientes muito secos ou extremos dificultam sua sobrevivência.

Medidas industriais incluem técnicas como expurgo (uso de gás para eliminar insetos), controle de temperatura e uso de atmosferas modificadas. Mas isso não garante ausência total do caruncho no produto final.

Comer alimento com caruncho faz mal?

A presença dos insetos costuma causar repulsa, mas nem sempre representa um risco grave. A nutricionista Fabiana Ximenes, da Tivolly, em Brasília, explica que o consumo acidental geralmente não traz consequências sérias.

“Na maioria dos casos, o consumo acidental desses insetos não representa um risco grave à saúde, porém, podem ocorrer sintomas gastrointestinais leves”, afirma.

Náuseas, desconforto abdominal e diarreia podem aparecer, especialmente em pessoas mais sensíveis ou com imunidade baixa. O risco é maior quando o alimento contaminado é consumido cru, já que o cozimento tende a eliminar os insetos.

Ainda assim, confiar apenas no cozimento não é a melhor estratégia. Sinais como grãos empelotados, cheiro alterado e presença de teias indicam que o alimento deve ser descartado.

Para evitar o problema em casa, especialistas recomendam cuidados simples: armazenar em recipientes bem fechados (de preferência vidro), evitar calor e umidade, não misturar alimentos novos com antigos e, se possível, manter grãos no congelador por um período.

Ignorar esses sinais ou tentar “aproveitar” alimentos contaminados pode não ser perigoso na maioria dos casos, mas é uma escolha questionável, especialmente quando a prevenção é simples e o custo de descarte é baixo.



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