Cuiabá/MT, 28 de abril de 2026.

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Maioria dos fiéis preocupados com influência da IA no cristianismo


Pesquisa conduzida pela Lifeway Research indica que 61% dos frequentadores de igrejas protestantes nos Estados Unidos demonstram preocupação com a influência da inteligência artificial no cristianismo. Entre os evangélicos, o índice chega a 67%, enquanto entre não evangélicos é de 55%.

O levantamento reúne dados de duas pesquisas realizadas em setembro de 2025: uma com 1.003 pastores protestantes, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais, e outra com 1.200 frequentadores de igrejas, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais.

O diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, afirmou que a cautela diante da tecnologia é comum entre líderes religiosos e fiéis. “A cautela é uma reação instintiva a coisas novas, e pastores e fiéis compartilham algumas preocupações em relação à IA”, disse. Ele acrescentou que fiéis mais jovens demonstram interesse em ver princípios bíblicos aplicados ao tema. “A maioria dos fiéis mais jovens gostaria de ouvir princípios bíblicos aplicados à IA em um sermão para ajudá-los a formar sua perspectiva sobre o assunto”.

As opiniões sobre o uso da inteligência artificial na preparação de sermões estão divididas. Cerca de 44% dos entrevistados afirmaram não ver problema na utilização da tecnologia, enquanto 43% se opõem, sendo 24% de forma mais enfática. Outros 13% não souberam responder.

Frequentadores menos assíduos e pessoas sem crenças evangélicas demonstraram maior aceitação ao uso da IA. Entre os que frequentam cultos de uma a três vezes por mês, 48% apoiam o uso da tecnologia, enquanto entre os que participam semanalmente o índice é de 42%. Entre não evangélicos, 49% são favoráveis, contra 40% entre evangélicos.

McConnell destacou que há divisão sobre os limites do uso da tecnologia. “Os fiéis estão divididos quanto ao uso de IA na preparação de sermões, se é certo ou errado. Embora apenas um quarto rejeite fortemente esse uso, mais de cinco em cada seis têm dúvidas se os pastores deveriam ter carta branca para utilizá-la”, disse.

Entre denominações, presbiterianos e reformados registram maior nível de preocupação, com 64%, seguidos por batistas, com 62%. Metodistas apresentam menor índice, com 48%. Homens demonstraram menor nível de preocupação que mulheres, com 31% afirmando não ter receios, contra 25% entre o público feminino.

A pesquisa também mostra divisão sobre a presença do tema em sermões. Cerca de 42% consideram útil abordar a inteligência artificial sob perspectiva bíblica, enquanto 43% discordam. A aceitação é maior entre os mais jovens: 50% entre pessoas de 18 a 29 anos e 53% entre 30 e 49 anos consideram a abordagem relevante, contra 38% entre 50 e 64 anos e 33% entre pessoas com 65 anos ou mais.

Entre os pastores, o uso da tecnologia ainda é limitado. Cerca de 10% afirmam utilizar IA regularmente, enquanto 32% dizem estar testando a ferramenta. Outros 18% aguardam evidências de utilidade antes de adotar, 18% evitam o uso e 20% afirmam ignorar a tecnologia.

McConnell observou que o uso pode ocorrer mesmo sem percepção direta. “A IA está presente em muitas ferramentas que usamos diariamente, então alguns pastores podem estar usando tecnologia de IA sem nem mesmo saber”, disse.

Pastores mais jovens, com maior escolaridade, residentes em áreas urbanas e à frente de congregações maiores apresentam maior probabilidade de adotar ou testar a tecnologia. Entre líderes com 65 anos ou mais, apenas 4% se declaram usuários regulares. Em áreas rurais, 27% afirmam ignorar a IA, contra 18% em áreas urbanas.

A formação acadêmica também influencia. Entre pastores sem ensino superior, 5% utilizam IA regularmente, enquanto entre aqueles com doutorado o índice chega a 14%. Em igrejas com mais de 250 membros, há maior incidência de líderes que testam ou utilizam a tecnologia.

Diferenças também aparecem entre denominações. Pastores luteranos e batistas estão entre os que mais evitam ou ignoram a tecnologia, enquanto líderes da Igreja da Santidade apresentam maior nível de experimentação e uso regular.

Independentemente do nível de adoção, a maioria dos pastores aponta preocupações. Cerca de 84% afirmam que conteúdos gerados por IA podem conter erros e exigem revisão. Outros 81% relatam dificuldade em garantir a confiabilidade das fontes, e 76% mencionam possíveis vieses nos sistemas.

Além disso, 62% demonstram preocupação com a falta de transparência no uso da tecnologia, 59% citam riscos de plágio e 55% afirmam que a comunicação espiritual tradicional ocorre por meio de pessoas, não de sistemas automatizados, conforme informado pelo The Christian Post.





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