Cuiabá/MT, 10 de julho de 2026.

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IPCA: Inflação desacelera para 0,16% em junho com queda dos alimentos; conta de luz segue pressionando




Inflação
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O resultado de junho mostra uma desaceleração da inflação em relação a maio, quando o IPCA havia subido 0,58%.
Com o resultado do mês, a inflação acumula alta de 3,36% em 2026. Nos últimos 12 meses, o aumento dos preços foi de 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados até maio. Em junho do ano passado, a inflação havia sido de 0,24%.
No primeiro semestre, o IPCA acumulou alta de 3,36%, acima dos 2,99% registrados no mesmo período de 2025. Esse é o maior avanço para os seis primeiros meses do ano desde 2022.
Entre os grupos pesquisados, Habitação teve a maior alta de preços no mês e foi o que mais pressionou a inflação.
Já Alimentos e Bebidas registrou queda nos preços, ajudando a conter o índice. Os demais grupos tiveram variações pequenas, entre uma leve queda em Educação e uma alta moderada em Despesas Pessoais. (veja o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre)

Despesas Pessoais teve a segunda maior alta entre os grupos pesquisados, com aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%).
Em Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,23%, o destaque ficou para os artigos de higiene pessoal, impulsionados pela alta de 1,12% dos perfumes.
Os planos de saúde também ficaram mais caros, refletindo o reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio.
Veja o resultado dos grupos do IPCA
Alimentação e bebidas: -0,24%;
Habitação: 0,63%;
Artigos de residência: 0,23%;
Vestuário: 0,17%;
Transportes: 0,17%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
Despesas pessoais: 0,25%;
Educação: -0,02%;
Comunicação: 0,19%.
Energia elétrica desacelera, mas segue pressionando a inflação
Apesar de a alta dos preços de Habitação ter perdido força em relação a maio, quando o grupo subiu 1,11%, ele continuou sendo o que mais pressionou a inflação de junho.
Isso ocorreu principalmente por causa da energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas ainda foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês.
Segundo o IBGE, a conta de luz continuou mais cara devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Além disso, entraram em vigor reajustes nas tarifas de distribuidoras de energia em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte ao longo do mês.

Alimentos ficam mais baratos
Após subir 1,33% em maio, o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,24% em junho, ajudando a reduzir a inflação do mês.
Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,39% mais baratos em junho, puxados principalmente pela queda nos preços de:
☕ Café moído: -3,72%
🍎 Frutas: -1,58%
🥩 Carnes: -0,64%
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros:
🫘 Feijão-carioca: +8,31%
🥔 Batata-inglesa: +3,57%
A alimentação fora de casa também perdeu força. A alta desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho, com aumentos menores tanto nos lanches quanto nas refeições.
Entre as capitais pesquisadas, Brasília registrou a maior inflação do mês (0,52%), puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Já Recife teve a menor variação (-0,04%), influenciada pela queda dos preços do tomate e da gasolina.
O grupo de Transportes teve alta de 0,17% em junho. O principal aumento veio das passagens aéreas, que subiram 7,12%. Em compensação, os combustíveis ficaram mais baratos no mês:
Etanol: -3,09%
Óleo diesel: -1,19%
Gás veicular: -0,19%
Gasolina: -0,12%
Segundo o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, a gasolina acumulou alta de 6,37% no primeiro semestre.
Parte dessa pressão ocorreu em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que elevaram os preços internacionais do petróleo e aumentaram a preocupação com o abastecimento global.
O preço do ônibus urbano subiu 0,72%, influenciado por mudanças nas regras de gratuidade e descontos aos domingos e feriados em Belo Horizonte, Brasília, Belém e Curitiba.
O metrô teve alta de 0,20%, refletindo a incorporação da gratuidade aos domingos e feriados em Brasília.
Já o ônibus intermunicipal avançou 0,38%, em razão de um reajuste extraordinário de 15% nas tarifas em Rio Branco, em vigor desde 8 de maio, e de um aumento de 7,32% nas tarifas em Porto Alegre, válido desde 2 de junho.
Agora no g1



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