Cuiabá/MT, 23 de junho de 2026.

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Preso com R$ 1 milhão em espécie após sair de lotérica: Justiça autoriza quebra de sigilo de celular de suspeito




Suspeito de lavar dinheiro com empresas é preso ao sacar R$ 1 milhão em espécie em Teresina
Divulgação/PF
A Justiça autorizou a quebra de sigilo de dados do celular de José Felipe da Cunha, apreendido durante uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro. O homem foi preso e depois liberado após sacar cerca de R$ 1 milhão em dinheiro em uma agência bancária no Centro de Teresina.
O pedido apontou que o conteúdo armazenado no aparelho pode ajudar a esclarecer dúvidas da investigação e identificar outras pessoas possivelmente envolvidas no esquema.
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O juiz considerou que existem elementos concretos que indicam a possível prática de lavagem de dinheiro, como a apreensão de uma quantia significativa em dinheiro logo após saque em instituição financeira e o registro de movimentações atípicas. Segundo a decisão, há indícios de que o celular possa conter informações importantes sobre a origem e o destino dos recursos.
A autorização inclui o desbloqueio do aparelho, a extração e análise dos dados, além do acesso a conteúdos de aplicativos como WhatsApp, Facebook e Instagram. Também poderão ser examinados registros de chamadas, mensagens de texto, fotos, vídeos, áudios e e-mails armazenados no dispositivo.
A decisão aponta ainda que as informações obtidas poderão ser utilizadas em outras investigações relacionadas ou em andamento. O material coletado poderá ser compartilhado entre autoridades para auxiliar na continuidade das apurações.
PF aponta que homem havia solicitado três saques de grandes quantias
Segundo a investigação, ele havia solicitado no dia anterior a liberação de valores para três saques de grandes quantias.
Após a solicitação feita na quinta-feira (18), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviou um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) à Polícia Federal. O documento aponta que os valores estavam ligados a três empresas e eram incompatíveis com a capacidade financeira do investigado, o que levantou suspeitas.
De acordo com a Polícia Federal, o homem poderia estar sacando grandes quantias em dinheiro para esconder a origem possivelmente ilegal dos recursos, em um possível esquema de lavagem de dinheiro.
O Coaf informou ainda que o investigado já havia sido alvo de comunicações semelhantes. Com base nisso, a Polícia Federal decidiu pela prisão.
A prisão
O homem foi abordado pela Polícia Federal logo após sair da agência. Com ele, os policiais apreenderam uma mochila com maços de dinheiro em cédulas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200. Segundo o próprio investigado, o valor total era de R$ 1 milhão.
Após o flagrante, o dinheiro foi recolhido e o celular do investigado apreendido para auxiliar na investigação. Dois homens, entre eles um policial militar, acompanhavam o empresário. No entanto, a Polícia Federal não encontrou indícios de participação deles no saque.
O investigado foi liberado em audiência de custódia realizada no dia seguinte à prisão. A Justiça determinou medidas cautelares, como: não se ausentar da comarca por mais de 15 dias sem aviso prévio, comparecer a todos os atos do processo e não manter contato com o policial militar e o motorista que o acompanhavam no momento do saque.
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