Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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GOSPEL

Contra ‘queima de arquivo’, Mendonça transfere Vorcaro para o DF


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência do empresário Daniel Vorcaro para o sistema penitenciário federal. A decisão foi assinada na quinta-feira, 05 de março, após solicitação da Polícia Federal, como forma de evitar prejuízo à segurança do investigado, conhecida popularmente como “queima de arquivo”.

Vorcaro era proprietário do Banco Master até sua liquidação pelo Banco Central e estava custodiado no sistema prisional estadual. A ordem judicial prevê sua transferência para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima administrada pelo governo federal.

Segundo a Polícia Federal, a mudança foi solicitada por motivos de segurança e para garantir o andamento das investigações. Os investigadores apontaram que o empresário possui “significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder”, o que poderia gerar riscos de interferência nas apurações.

De acordo com o relatório enviado ao Supremo, a custódia em uma unidade federal permitiria maior controle e monitoramento das comunicações do preso. A PF também argumentou que o traslado contribuiria para preservar a integridade física do investigado, além de reduzir possíveis tentativas de pressão ou obstrução da investigação.

Ao analisar o pedido, Mendonça afirmou que a transferência se enquadra nas hipóteses previstas na legislação que regula o sistema penitenciário federal. A norma autoriza a remoção de presos quando a medida se mostra necessária para garantir a segurança pública, a integridade do detento ou a regularidade das investigações.

Com base nesses fundamentos, o ministro autorizou a transferência imediata de Vorcaro para a penitenciária indicada pela Polícia Federal. A decisão também determina que as autoridades responsáveis adotem medidas de segurança durante o deslocamento do empresário entre as unidades prisionais.

O despacho judicial ainda ordena que a decisão seja comunicada à Secretaria Nacional de Políticas Penais, às direções das unidades prisionais envolvidas e à defesa do empresário.

Delação

Paralelamente ao andamento do processo, o pastor Silas Malafaia declarou publicamente que Vorcaro deveria considerar a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada. Segundo ele, a colaboração poderia contribuir para esclarecer detalhes do esquema de corrupção investigado e provável envolvimento de outras figuras do poder.

A investigação segue em curso no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça. Até o momento, as autoridades continuam reunindo provas e analisando os elementos apresentados pela Polícia Federal no caso.





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