Ana Paula Valadão disse estar emocionada com os ataques ao Irã, justificando pela perseguição aos cristãos no país. Sim, o Irã figura entre as nações onde há severa repressão à fé cristã.
Mas reconhecer perseguição não nos autoriza a comemorar morte.+ pic.twitter.com/MxWPGxLdGU— Hermes Fernandes (@HermesFernandes) March 1, 2026
O pastor de esquerda Hermes C. Fernandes criticou a cantora Ana Paula Valadão por um vídeo seu comemorando a precisão dos ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra instalações no Irã que culminaram com a morte dos principais líderes do regime teocrático que oprimia o país há décadas.
No vídeo, a cantora diz estar “muito emocionada” por passar os últimos anos orando “pela igreja perseguida” no Irã, lembrando que o regime que era conduzido pelo aiatolá Ali Khamenei figurava “na lista dos países de maior perseguição em nono lugar”, de um total de 50 países de alto grau de hostilidade aos cristãos.
“Mesmo que você não concorde com Israel nisso ou naquilo, você precisa ser alguém que entende o que é uma ditadura, o que é a atrocidades [sic] que nós vimos nas câmeras que filmaram há poucas semanas, gente. Nós temos que orar, orar, orar e entender que os iranianos estão celebrando o que começou a acontecer hoje. Os ataques são tão precisos, né? Fiquei impressionada, gente”, declarou Ana Paula Valadão.
Fernandes, conhecido ativista de esquerda, admitiu que o Irã “figura entre as nações onde há severa repressão à fé cristã”, mas criticou a cantora: “Reconhecer perseguição não nos autoriza a comemorar morte. Em sua fala, nenhuma palavra de solidariedade às vítimas civis. Nenhuma lágrima pelas crianças atingidas. Houve admiração pela precisão dos ataques e celebração da morte de líderes e familiares. Quando a morte vira exaltação, algo do espírito de Cristo já ficou pelo caminho”, declarou.
Sem ponderar sobre o texto de Provérbios 11.10, que diz “a cidade se alegra com o bem-estar dos justos, mas dá gritos de alegria quando perecem os ímpios”, Hermes C. Fernandes seguiu a cartilha de oposição sistemática a todas as iniciativas de EUA e Israel que pauta o discurso do ativismo de esquerda: “Ao ecoar discursos que se aproximam da retórica belicista, o Evangelho corre o risco de virar instrumento ideológico. O Evangelho não é bandeira de guerra. É anúncio de reconciliação. Que Deus nos livre de celebrar explosões em nome da fé”, opinou o pastor de esquerda.












