Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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GOSPEL

O início do fim? Netanyahu promete eliminar a “ameaça” do Irã


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou a operação militar conjunta com os Estados Unidos contra o Irã como uma medida necessária para eliminar uma “ameaça existencial” representada pelo regime de Teerã.

Em um pronunciamento feito logo após o início dos novos ataques, Netanyahu destacou que há 47 anos o regime dos aiatolás clama “morte a Israel” e “morte à América”, tendo promovido um histórico de violência que inclui o assassinato de americanos e a repressão contra seu próprio povo.

A fala do primeiro-ministro reflete uma percepção consolidada ao longo de décadas de hostilidade, na qual o Irã é visto como o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo, utilizando grupos como Hezbollah, Hamas e milícias xiitas para desestabilizar a região e atacar interesses israelenses e norte-americanos.

“Este regime terrorista assassino não deve se armar com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa ação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino. Chegou a hora de todos os grupos étnicos do Irã – persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis – se libertarem do jugo da tirania e construírem um Irã livre e pacífico”, declarou o primeiro-ministro.

O contexto que justifica a declaração de Netanyahu remonta a eventos históricos que moldaram a desconfiança mútua, como a tomada da embaixada dos EUA em Teerã em 1979, o atentado ao quartel militar em Beirute em 1983 que matou 241 fuzileiros navais americanos, e o bombardeio das Torres Khobar na Arábia Saudita em 1996.

Mais recentemente, a escalada incluiu o assassinato do general Qasem Soleimani em 2020, a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho de 2025, quando os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas, e o aumento de 630% nos ataques de grupos apoiados por Teerã contra forças americanas após os atentados de 7 de outubro de 2023 contra civis israelenses.

A percepção israelense é agravada pelo programa nuclear iraniano, que atingiu níveis de enriquecimento de urânio próximos a 90% – o suficiente para a produção de armas atômicas – e pela retórica contínua do regime islâmico que clama pela destruição do Estado judeu.

Assim, para Netanyahu, a operação “Rugido do Leão” representa não apenas uma resposta imediata, mas um esforço para “criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino”, livrando-se de um regime que, em sua visão, oprime sua população enquanto ameaça a paz mundial





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