Cuiabá/MT, 24 de abril de 2026.

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China aumenta pressão contra advogados de líderes cristãos


Autoridades da China intensificaram medidas contra advogados que atuam na defesa de líderes da Igreja Sião de Pequim, grupo protestante não registrado pelo Estado. A ação ocorre no contexto da detenção do pastor Ezra Jin, preso há cerca de cinco meses.

Segundo informações divulgadas pelo The Wall Street Journal, o advogado Zhang Kai teve sua licença profissional revogada. Outros advogados ligados ao caso teriam sido advertidos ou tiveram suas licenças suspensas após reuniões com autoridades.

Representantes da igreja afirmaram, em carta, que as medidas comprometem o funcionamento do sistema de justiça. A filha do pastor, Grace Jin, declarou que a pressão sobre a defesa pode dificultar o acesso a informações sobre o estado de saúde do pai e a elaboração de sua defesa jurídica.

Ezra Jin, também conhecido como Jin Mingri, foi detido em outubro de 2025, na cidade de Beihai, na província de Guangxi. Na mesma ocasião, cerca de 30 líderes e membros da igreja foram presos ou dados como desaparecidos em cidades como Pequim, Xangai e Shenzhen. De acordo com as informações disponíveis, ao menos 18 pessoas permanecem detidas em um centro na região sul do país.

O caso ganhou repercussão internacional. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu a libertação do pastor e afirmou que a situação reflete restrições impostas pelo governo chinês a grupos religiosos não alinhados ao Estado. — A repressão demonstra a hostilidade do Partido Comunista Chinês em relação aos cristãos que rejeitam a interferência do partido em sua fé — declarou.

Ezra Jin fundou a igreja em 2007, após formação teológica nos Estados Unidos. A congregação tornou-se uma das maiores igrejas domésticas protestantes da China. Após o fechamento do templo principal em Pequim, em 2018, as atividades passaram a ocorrer principalmente por meios digitais, reunindo milhares de participantes em plataformas online.

Desde 2012, sob a liderança de Xi Jinping, o governo chinês ampliou o controle sobre organizações religiosas. A legislação do país reconhece apenas entidades autorizadas pelo Estado, como o Movimento Patriótico das Três Autonomias para protestantes e a Associação Patriótica Católica Chinesa para católicos. Grupos não registrados enfrentam vigilância, restrições e, em alguns casos, detenções.

Relatos indicam que, antes da prisão, o pastor estava sob monitoramento e impedido de deixar o país. Após a detenção, a família perdeu contato com ele, e não há confirmação pública sobre eventual acusação formal, segundo informações do portal The Christian Post.

Organizações de direitos humanos afirmam que o caso reflete um padrão mais amplo de pressão sobre comunidades religiosas independentes na China, especialmente aquelas que atuam fora das estruturas reconhecidas pelo governo.





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