Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

Search

Uncategorized

Musk anuncia mudança de foco da SpaceX


Elon Musk anunciou que, em vez de colonizar Marte, o foco de sua empresa aeroespacial, a SpaceX, passará a ser dominar a Lua. A mudança de rota está relacionada à maior facilidade de realizar viagens espaciais ao satélite natural. A decisão foi comunicada no domingo (8/2), em post no X (antigo Twitter).

Segundo o bilionário da tecnologia, o foco voltado para a Lua tem uma explicação logística: enquanto, para viajar a Marte, é necessário aguardar uma janela de lançamento que se abre a cada 26 meses, para a Lua, o momento ideal da viagem ocorre a cada 10 dias — uma diferença de tempo consideravelmente menor. 

“Para quem não sabe, a SpaceX já mudou o foco para a construção de uma cidade autossustentável na Lua, pois podemos potencialmente alcançar isso em menos de 10 anos, enquanto em Marte levaria mais de 20 anos”, escreveu Musk em sua conta no X.

Apesar da mudança, o bilionário aponta que o objetivo da SpaceX continua o mesmo: levar consciência e vida para o espaço. Os planos para construir uma cidade em Marte também seguem de pé, mas devem começar somente no prazo de cinco a sete anos.

Alinhamento de Musk com governo dos EUA vai até certo ponto

O anúncio de Musk o torna mais alinhado aos planos de dominação lunar do governo norte-americano, que está em plena corrida espacial com a China. Segundo afirmação feita pela Nasa, o homem voltará a pisar na Lua ainda no segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — ou seja, até 2028.

Por outro lado, apesar de defender mais os interesses norte-americanos, empresas de tecnologia espacial privadas, como a SpaceX, também podem ser vistas como mais um concorrente em meio à corrida espacial com outros países.

Imagem colorida mostra Elon Musk e Donald Trump - Metrópoles
Apesar de alinhados no foco em chegar à Lua, há uma disputa entre a iniciativa espacial privada e pública pelo espaço

Especialistas apontam que existe uma batalha pelo domínio tecnológico no espaço entre a SpaceX e as agências governamentais, como a Nasa.

“O interesse é muito mais econômico, tecnológico e estratégico. Existe também um componente militar forte por trás. No fim das contas, essa corrida envolve mais o domínio de tecnologias do que propriamente a produção de conhecimento científico novo”, afirma o pesquisador Thiago Signorini Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



Source link

Facebook
WhatsApp
Email
Print
Visitas: Hoje: Total: 2

COMENTÁRIOS

Todos os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não representam a opinião deste site.