Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, afirmou nesta terça-feira, 17 de março, que o Exército israelense matou o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, durante ataques aéreos realizados durante a noite. Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo iraniano.
Segundo o ministro, a operação também resultou na morte de Gholamreza Soleimani, líder da força paramilitar Basij. A milícia é subordinada à Guarda Revolucionária Islâmica e costuma atuar no controle de protestos internos no país.
Declaração israelense
Katz informou que foi comunicado pelos militares sobre a operação e destacou a ação contra integrantes do regime iraniano.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o governo determinou a eliminação de integrantes de alto escalão do regime iraniano.
Até a última atualização, autoridades em Teerã não haviam se manifestado oficialmente sobre as mortes anunciadas por Israel.
Contexto
Se confirmada, a morte de Larijani o tornaria uma das autoridades de mais alto nível atingidas desde o início da atual escalada militar. Ele ocupava posição relevante na estrutura política e de segurança do país.
O conflito envolvendo Israel, Irã e os Estados Unidos chega à terceira semana, com milhares de mortos e sem perspectiva imediata de cessar-fogo, de acordo com informações da revista Oeste.
Durante a madrugada, o Irã lançou novos mísseis contra Israel, enquanto as forças israelenses realizaram ataques adicionais contra alvos estratégicos em território iraniano e também contra posições do grupo Hezbollah em Beirute.
O Estreito de Ormuz permanece parcialmente fechado, afetando o fluxo de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo.
Aliados de Washington têm demonstrado resistência a pedidos para colaborar na reabertura da rota, ampliando as preocupações sobre impactos econômicos globais.
O cenário indica continuidade da instabilidade regional, com ataques em andamento e aumento das tensões entre os países envolvidos.












