A inteligência interna da França emitiu um alerta sobre o aumento da ameaça às comunidades cristãs, segundo um relatório confidencial obtido pelo Le Figaro, que relaciona os recentes ataques na Europa a décadas de propaganda jihadista.
O alerta foi emitido após o ataque de 10 de setembro, em Lyon, contra Ashur Sarnaya, um cristão iraquiano que usa cadeira de rodas, episódio que, segundo os investigadores, evidencia a persistente obsessão jihadista em atacar cristãos.
Segundo a Direção Geral de Segurança Interna (DGSI), grupos islâmicos têm reiteradamente mirado os cristãos, os classificando como “infiéis” ou “idólatras”.
O relatório aponta que essa narrativa se apoia em propaganda antiga que retrata os cristãos como “cruzados” e recorre a referências às Cruzadas, à colonização europeia e às recentes operações militares ocidentais.
Retórica anticristã
O documento da DGSI evidencia como a retórica anticristã se converteu em violência concreta.
Em 1998, Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda, publicou uma fatwa conclamando ataques contra “judeus e cruzados”.












