Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Cientista amador encontra casualmente planta extinta há 60 anos


Mesmo considerada extinta desde a década de 1960, pesquisadores identificaram que a Pilotus senarius, uma espécie rara de planta australiana, ainda não desapareceu da natureza. O mais curioso é que o encontro com ela aconteceu através de uma foto do cientista amador Aaron Bean postada no iNaturalist, uma plataforma de ciência cidadã que reúne informações sobre plantas e animais do mundo todo. 

A imagem foi vista no site pelo botânico Anthony Bean (apesar do sobrenome, ele e Aaron não são parentes), do herbário de Queensland, na Austrália. Posteriormente, em parceria com o pesquisador Thomas Mesaglio, os cientistas confirmaram que de fato se tratava de um exemplar da rara espécie. A descoberta foi publicada na revista Australian Journal of Botany nessa segunda-feira (19/1).

De acordo com Aaron, ele estava seguindo normalmente sua rotina de trabalho, em uma fazenda australiana, quando notou uma planta diferente. Como é horticultor, logo tirou uma foto e postou no iNaturalist. Ele mal poderia imaginar, mas tinha acabado de encontrar, por acaso, uma espécie considerada extinta.

“Foi uma grande coincidência. Aaron é um ávido usuário do iNaturalist que, de maneira oportuna, tirou algumas fotos de plantas interessantes na propriedade”, afirma Mesaglio, em entrevista ao portal da revista científica em que o trabalho foi publicado, o Australian Journal of Botany.

Plataformas de ciência são importantes para a redescoberta de plantas e animais

Sem ser encontrada desde 1967, a Pilotus senarius fazia parte de uma seleta lista de plantas consideradas extintas por todo o mundo desde 1750. Mas, devido ao achado no iNaturalist, a espécie subiu de patamar e passou a ser classificada como “criticamente ameaçada de extinção”.

Segundo os pesquisadores, plataformas de ciência cidadã, em que pessoas do mundo todo podem enviar registros de plantas e animais, são boas ferramentas para otimizar o encontro de novas espécies ou até de outras consideradas extintas. 

Para ajudar ainda mais os cientistas que acompanham a plataforma, Mersaglio dá a dica para os usuários mandarem outras informações, como tipo de solo e cheiro, além da imagem postada no site. “Quanto mais informações e contexto você puder fornecer, mais usos potenciais esse registro terá no futuro”, diz o pesquisador.

A expectativa dos especialistas é que novos componentes dos ecossistemas mundiais sejam descobertos através da ciência cidadã.



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