Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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GOSPEL

Flávio denuncia tortura psicológica na prisão de Bolsonaro


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais na terça-feira, 13 de janeiro, para fazer críticas detalhadas às condições da custódia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado, o parlamentar classificou o tratamento como “tortura psicológica” e afirmou que a rigidez superaria a destinada a condenados por crimes hediondos.

“Nem pedófilo, estuprador e chefe de facção tem tratamento tão desumano assim”, declarou o senador. Ele defendeu a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.

Saúde e Condições da Cela

O ponto central da argumentação envolve um incidente ocorrido dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal. Segundo o relato de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente sofreu uma queda ao acordar, bateu a cabeça e apresentou um quadro de confusão mental com perda de memória recente sobre o evento.

O senador argumenta que, devido à idade e ao histórico de saúde, Jair Bolsonaro não pode ficar sozinho e necessitaria de acompanhamento familiar constante e de uma equipe de enfermagem 24 horas por dia – condições que, em sua avaliação, não são possíveis no regime de custódia atual.

Outra queixa apresentada refere-se ao ambiente físico. Flávio Bolsonaro alegou a existência de um ruído constante e intenso de um ar-condicionado, audível inclusive do exterior do prédio. Segundo ele, o ex-presidente é submetido a este barulho por aproximadamente 12 horas diárias, o que estaria prejudicando seu descanso e saúde mental.

Estratégia da Defesa

Conforme divulgado pelo senador, a defesa do ex-presidente pretende utilizar esses novos elementos para reforçar judicialmente o pedido de transferência para o regime domiciliar. Flávio Bolsonaro afirmou que a modalidade humanitária é um direito previsto em lei para pessoas na condição de seu pai e que os advogados estão atuando para assegurá-lo.





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