Pesquisa Ipsos divulgada nesta quarta-feira (7) aponta que, para 45% dos brasileiros, crime e violência são as maiores preocupações, seguidas por corrupção (36%) e saúde (34%).Em comparação com o levantamento divulgado pelo Ipsos em novembro, quando crime e violência tiveram pico de 52%, a pesquisa atual mostra recuo de sete pontos percentuais o que, segundo o instituto, reflete ações policiais contra o crime organizado.Veja os números:Crime e violência: 45% (eram 52% em novembro);Corrupção: 36% (eram 34%);Saúde: 34% (eram 36%);Pobreza e desigualdade social: 31% (eram 38%);Impostos: 27% (eram 25%);Inflação: 24% (eram 23%);Educação: 22% (eram 22%);Desemprego: 15% (eram 16%);Mudanças climáticas: 14% (eram 12%);Ameaças contra o meio ambiente: 13% (eram 9%)Crescimento do extremismo: 9% (eram 9%);Declínio moral: 5% (eram 4%);Manutenção de programas sociais: 4% (eram 3%);Terrorismo: 4% (eram 5%);Conflitos militares entre nações: 3% (eram 2%);Coronavírus (Covid-19): 2% (eram 2%);Acesso a crédito: 1% (eram 1%);Controle de imigração: 1% (eram 1%).”A queda reforça a leitura de que a escalada registrada anteriormente foi impulsionada por ações pontuais de grande visibilidade, como operações contra o crime organizado, que concentraram a atenção da opinião pública naquele momento”, diz Marcos Calliari, CEO da Ipsos Brasil.Segundo ele, o mesmo movimento aparece na preocupação com pobreza e desigualdade social, que também teve um recuo de sete pontos percentuais em dezembro. “O dado sugere uma acomodação do debate após semanas em que o tema esteve no centro das discussões políticas e econômicas. Esse movimento parece estar ligado à maior visibilidade do tema ao longo de 2025, especialmente com o avanço das discussões sobre a reforma tributária, a regulamentação de seus principais mecanismos e os impactos práticos que a população e as empresas começam a tentar antecipar. Mesmo sem um salto expressivo em dezembro, a trajetória ao longo do ano indica que a pauta tributária segue sensível para a população.”O Ipsos entrevistou 1 mil pessoas entre 18 e 74 anos entre 21 de novembro e 5 de dezembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.Crime e violência também são as maiores preocupações globais, segundo a pesquisa, com 32% dos entrevistados. Em seguida aparecem inflação (30%), pobreza e desigualdade social (28%) e desemprego (28%).Direção do BrasilA pesquisa também mostra que 59% dos entrevistados acreditam que o Brasil está indo na direção errada (eram 60% em novembro) contra 41% que disseram que está indo na direção correta (eram 40%).”A percepção sobre o rumo do país apresenta uma leve melhora, com um avanço de um ponto percentual entre os que acreditam que o Brasil está no caminho certo. Embora tímida, essa variação indica um ajuste de expectativas no fechamento do ano, mais associado a uma estabilização do humor do que a uma virada consistente de cenário.”












