Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Denúncia de Erika Hilton contra vereador é arquivada pelo Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a representação apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) contra o vereador Thomaz Henrique, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara Municipal de São José dos Campos (SP).

A parlamentar trans havia solicitado a prisão do vereador sob acusação de “homotransfobia”, incluindo na denúncia outros dois parlamentares do mesmo partido.

De acordo com o parecer do MPF, não houve crime equivalente ao racismo nem discurso de ódio nas declarações feitas pelos vereadores durante uma sessão ordinária realizada em 7 de agosto deste ano. O órgão concluiu que as manifestações estavam amparadas pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão, garantidas pela Constituição Federal.

Contexto da acusação

Durante a sessão, o vereador Thomaz Henrique declarou ser contrário à chamada “agenda woke” e às pautas LGBTQIA+, afirmando que ambas “atacam o modelo tradicional de família”, definido por ele como a união entre homem e mulher. A fala motivou a denúncia de Erika Hilton, que alegou que o discurso configurava homotransfobia.

Entretanto, o Ministério Público avaliou que a declaração expressou uma posição ideológica e religiosa, sem incitação à violência ou hostilidade contra pessoas LGBTQIA+. A procuradoria destacou ainda que, dentro do exercício do mandato, o vereador tem proteção constitucional para expressar convicções políticas, morais e religiosas.

Declaração do vereador

Após o arquivamento, Thomaz Henrique afirmou que a decisão representa uma defesa do direito à liberdade religiosa.

“Exerci o meu direito à liberdade religiosa, pois acredito no modelo bíblico de família. Felizmente, o MP protegeu esse direito constitucional. Denunciar um parlamentar por defender esse modelo seria o mesmo que criminalizar o cristianismo”, declarou o vereador.

A deputada Erika Hilton ainda pode recorrer da decisão, mas até o momento não há novos encaminhamentos judiciais sobre o caso, de acordo com o Pleno News.

FONTE : Gospel Mais

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