Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Na ONU, Trump sobe o tom em defesa do cristianismo: “A fé mais perseguida do mundo”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York na manhã desta terça-feira (23). Em seu discurso, o mandatário reforçou a posição de seu governo em favor das liberdades fundamentais, com ênfase na liberdade religiosa, destacando como grande ponto de preocupação a perseguição religiosa aos cristãos.

“Os Estados Unidos continuarão a defender a liberdade de expressão e a proteger as liberdades religiosas. Damos atenção especial à que é, hoje, a fé mais perseguida em todo o mundo: o cristianismo”, declarou Trump perante os líderes internacionais presentes.

A abordagem do tema repete um posicionamento já exposto pelo presidente norte-americano em edição anterior do evento, no ano de 2019. Na ocasião, ele afirmou que a liberdade de culto desfrutada pelos cidadãos dos EUA é uma realidade rara em muitas outras partes do globo.

A afirmação de que o cristianismo enfrenta o maior nível de perseguição global tem como base relatórios de organizações de monitoramento.

Dados divulgados em 2023 pela entidade Portas Abertas, que acompanha a situação religiosa no mundo, indicam que aproximadamente 360 milhões de cristãos vivem em países onde sofrem algum tipo de perseguição ou hostilidade significativa por sua fé.

Ao levantar o tema em favor do cristianismo e outras religiões no principal fórum diplomático mundial, Donald Trump fez um apelo para que as demais nações membros da ONU se unam aos esforços de promoção e defesa da liberdade religiosa como um direito fundamental.

Cenário preocupante

De acordo com o Relatório da Lista Mundial de Perseguição (LMP) de 2025, divulgado pela organização não-governamental Portas Abertas, aproximadamente 365 milhões de cristãos enfrentam altos ou extremos níveis de perseguição e discriminação em razão de sua fé. O número representa um aumento em relação aos dados dos anos anteriores, que apontavam para 360 milhões de pessoas nessa condição.

O estudo, que analisou o período entre 1º de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2024, classifica 50 países onde a perseguição aos cristãos é considerada “alta”, “muito alta” ou “extrema”. A metodologia da pesquisa avalia fatores como opressão governamental, hostilidade social, violência e monitoramento.

Pela 23ª vez consecutiva, a Coreia do Norte lidera a classificação como o país onde a perseguição aos cristãos é mais extrema. O relatório destaca que a fé cristã é vista pelo regime como uma ameaça ideológica, resultando em detenções, trabalho forçado e execuções para aqueles que praticam sua religião secretamente.

Na sequência, países como Somália, Líbia, Iêmen e Eritreia completam as cinco primeiras posições. A organização observa que a perseguição é particularmente aguda em nações onde a radicalização islâmica é predominante ou onde governos autoritários exercem controle rígido sobre a vida privada dos cidadãos.

A Portas Abertas identificou que as principais formas de perseguição incluem violência física, destruição de propriedades, discriminação no acesso a emprego e serviços públicos, prisões arbitrárias e legislação que restringe a liberdade de culto.

A tendência de aumento anual no número total de cristãos perseguidos, conforme aferido pela organização, se mantém pelo quinto ano consecutivo. O relatório serve como um instrumento de análise para governos, organismos internacionais e entidades da sociedade civil que monitoram a liberdade religiosa global.

FONTE : Gospel Mais

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