Uma iniciativa da organização Samaritan’s Purse proporcionou cirurgias ortopédicas gratuitas e divulgação religiosa a comunidades nigerianas durante duas semanas de trabalhos médicos no país africano, onde também residem muçulmanos radicais. A Nigéria tem chocado o mundo devido ao que já se considera “genocídio cristão“.
A equipe, composta por 12 profissionais de saúde incluindo dois cirurgiões e dois residentes, realizou 64 procedimentos cirúrgicos em pacientes com fraturas mal consolidadas e lesões não tratadas.
Entre os beneficiados estava Umaru, agricultor e criador de gado que sofrera múltiplas fraturas em acidente de caminhonete. Sem acesso a serviços hospitalares, ele recorrera a tratamentos tradicionais com curandeiros locais, que imobilizaram suas pernas com folhas e varas de madeira.
Por seis meses, ele permaneceu incapacitado para o trabalho. “Antes, eu corria e procurava comida para mim, ou cultivava a terra em casa, mas depois do acidente não consegui fazer mais nada”, relatou Umaru à equipe médica.
A iniciativa foi divulgada pelo pastor Babangida, capelão do Hospital ECWA em Egbe, que percorreu regiões remotas, mesmo sob o risco de atentados por parte dos muçulmanos radicais, para identificar pacientes necessitados. Babangida, único capelão que domina o fulfulde (língua do povo Fulani), desempenhou papel crucial no contato com essa comunidade seminômade majoritariamente muçulmana.
O Dr. Tony de Bari, responsável pela equipe cirúrgica, explicou a complexidade dos casos atendidos: “Muitos pacientes apresentavam fraturas que duravam anos. Alguns tinham ossos quebrados há décadas”.
Sobre o caso de Umaru, que apresentava três fraturas mal consolidadas, o médico afirmou: “Estou convencido de que Deus nos deu a capacidade de realizar esse tipo de procedimento que poucos ortopedistas enfrentariam”.
Outro paciente atendido foi Musa, ferido por tiros durante um ataque em sua aldeia. Sem recursos para tratamento adequado, desenvolvera grave infecção no tornozelo e chegara ao hospital de muletas. Após cirurgia para remoção de fragmentos ósseos e estabilização da tíbia, iniciou processo de recuperação.
Além do atendimento médico, os pacientes receberam materiais religiosos em sua língua nativa. Para os não alfabetizados, foram distribuídas versões em áudio das escrituras. Babangida explicou a motivação de seu trabalho: “Meu povo está morrendo na escuridão. Minha oração e esperança são para que todo o povo Fulani se torne cristão”.
Madison Strausbaugh, enfermeira e gerente do programa de especialidades da Missão Médica Mundial, declarou: “Mais do que endireitar os ossos, queremos deixar clara a mensagem do Evangelho. É o amor de Cristo que nos impulsiona a estar aqui na Nigéria”.
A organização solicitou orações pelos pacientes em recuperação e para que “a semente do Evangelho em cada um deles se transforme em salvação”.
FONTE : Gospel Mais












