Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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Sóstenes parabeniza Fux pelo voto que anula processo contra Bolsonaro

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou em 10 de setembro que a Corte não tem competência para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no processo que apura suposta tentativa de golpe. Durante a sessão, o magistrado sustentou que, por se tratarem de investigados que já não ocupam cargos com foro privilegiado, o julgamento deveria ser remetido à primeira instância.

“Concluo pela incompetência absoluta do STF para o julgamento deste processo, na medida em que os denunciados já haviam perdido os seus cargos”, afirmou Fux. O ministro acrescentou que, diante dessa conclusão, “impõe-se a declaração de nulidade de todos os atos decisórios praticados. Ela anula, portanto, o processo”.

Ao fundamentar seu voto, Fux destacou que a própria organização do Supremo prevê diferentes competências. “Acrescento que, a despeito de sucessivas emendas regimentais que versaram sobre qual órgão deve julgar, a competência sempre foi — e continua sendo — do plenário para analisar casos envolvendo presidente da República”, disse.

Ele ainda esclareceu que, se o investigado for ex-presidente, a tramitação deve ocorrer na primeira instância, mas se o processo envolver o presidente em exercício, cabe ao plenário, e não às Turmas, conduzir o julgamento.

Repercussão política

A manifestação de Fux foi elogiada por parlamentares ligados ao Partido Liberal (PL). O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada na Câmara, publicou mensagem em apoio ao voto do ministro. “As preliminares do voto do Ministro Fux foram juridicamente perfeitas, justamente o que eu falo há meses. Parabéns Ministro Fux”, escreveu o parlamentar em suas redes sociais.

O próprio PL também repercutiu a fala do magistrado, afirmando em nota que ele “mostrou imparcialidade diante da injustiça contra Bolsonaro”. A legenda destacou que Fux, em seu voto, “entendeu por anular todos os atos decisórios do processo, por considerar que a Corte não tem competência para julgar réus sem foro privilegiado”.

Direitos de defesa

Durante o voto, Fux ainda reconheceu falhas na condução do processo que, segundo ele, resultaram em cerceamento do direito de defesa. Um dos exemplos apresentados foi o chamado data dump, prática em que advogados recebem grande volume de documentos em prazo reduzido, o que dificulta a análise e a elaboração de estratégias jurídicas adequadas.

“Meu voto é no sentido de reafirmar a jurisprudência dessa Corte”, declarou o ministro. “Concluo, assim, pela incompetência absoluta do STF para o julgamento desse processo, na medida que os denunciados já haviam perdidos seus cargos”.

As defesas de Bolsonaro e dos demais réus alegaram que não tiveram acesso integral e em tempo hábil às provas anexadas. Segundo os advogados, a grande quantidade de arquivos comprometeu a paridade de armas entre acusação e defesa, um princípio considerado fundamental no devido processo legal.

FONTE : Gospel Mais

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