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O secretário deverá comparecer na sessão ordinária desta quarta-feira (07) para prestar esclarecimentos.
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O secretário deverá comparecer na sessão ordinária desta quarta-feira (07) para prestar esclarecimentos.
APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT
A Câmara Municipal de Rondonópolis aprovou na última semana, com 15 votos favoráveis, o pedido de afastamento do secretário municipal de Infraestrutura, Dhyogo Parreira Gonçalves. Ele é acusado pelos vereadores de disseminar notícias falsas por conta de um áudio de WhatsApp que ele teria enviado recomendando a uma moradora que cobrasse dos vereadores a liberação de recursos para o asfaltamento do bairro onde morava.
O requerimento aprovado pelo Legislativo municipal determina, ainda, a abertura de um Procedimento Disciplinar contra ele, com base no artigo 163 da Lei 1752/1990. O secretário deverá comparecer na sessão ordinária desta quarta-feira (07) para prestar esclarecimentos.
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No áudio que circulou nas redes sociais atribuido ao secretário, a mensagem propagada diz que a “Câmara não está aprovando os projetos” do prefeito para asfaltar ruas da cidade. Conforme a transcrição da fala, divulgada pela assessoria da Câmara, o secretário teria dito que as obras precisam de aditivos que dependem de aprovação dos vereadores. “O recurso tem que passar pela Câmara e os vereadores não estão votando. Entendeu?”, diz o áudio, que prossegue incentivando a população a cobrar uma resposta dos vereadores.
O projeto em questão pede que o Legislativo municipal aprove a contratação de um empréstimo com o Banco do Brasil no valor de R$ 300 milhões. Os vereadores alegam, contudo, que o projeto não tem detalhamento das obras que seriam contempladas com esse recurso e por esse motivo sequer foi incluído na pauta da Câmara.
Conforme a posição do Parlamento Municipal, o secretário “disseminou notícias falsas” e provocou revolta nos moradores do bairro Lili Garcia, ao fazer eles acreditarem que seriam beneficiados com o asfaltamento.
Como não há detalhamento das obras contempladas, os vereadores entendem que não há que se falar em aditivo para asfalto naquele bairro, o que, para eles, evidenciaria a prática de disseminação de fake news.
Em posicionamento enviado à imprensa, a presidência da Câmara afirma que tem mantido um “relacionamento harmônico” com o prefeito, mas que respeita a isonomia dos poderes.
“Portanto, não há como permitir que num momento delicado como o que estamos passando, período eleitoral, pessoas que deveriam contribuir para o desenvolvimento da cidade e do nosso povo, adotem comportamentos mesquinhos com o propósito de desestabilizar os poderes e colocar a população contra seus verdadeiros representantes”, diz o texto, que deixa aberta a possibilidade de serem adotadas outras medidas contra o secretário.
FONTE : ReporterMT












