Neste domingo (21), cerca de dois milhões de bascos foram convocados às urnas para renovar o Parlamento regional. Este não é um pleito comum, pois, pela primeira vez, o EH Bildu, herdeiro do braço político da extinta organização terrorista ETA (que assassinou cerca de 850 pessoas ao longo de quatro décadas e se dissolveu em 2018), é amplamente favorito e poderia prevalecer sobre os nacionalistas conservadores moderados do PNV, que estão no comando da região há 45 anos.
Ele se chama Pello Otxandiano, tem apenas 41 anos e, com seus óculos, tem uma aparência séria; seu discurso é muito afável e ele fala relativamente pouco sobre a identidade basca, relata o enviado especial da RFI, François Musseau, a San Sebastián. Otxandiano liderea as intenções de voto e é o líder do Bildu, uma coalizão separatista de esquerda cujo núcleo é o herdeiro direto do Herri Batasuna, o antigo braço político da ETA.
O clima é tranquilo, como destaca Alberto Surio, analista do jornal El Diario Vasco: “Esta campanha eleitoral demonstrou que estamos mais perto de Copenhague do que muitas vezes de Madri. O tom em Madri é muito áspero na cena política e, aqui, ao contrário, a campanha revelou um grande nível de maturidade democrática e seriedade.”
noticia por : UOL











