“O povo palestino tem sofrido muito. Este banho de sangue continua por muito tempo. É nossa obrigação pôr fim a este banho de sangue, antes que seja tarde demais”, disse o embaixador da Argélia na ONU, Amar Bendjama, ao conselho após a votação.
A rádio do Exército israelense informou, pouco antes do início da reunião do conselho, que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, cancelaria uma delegação planejada para ir a Washington se os EUA não vetassem a resolução.
Washington era avessa à palavra cessar-fogo no início da guerra de quase seis meses na Faixa de Gaza e usou seu poder de veto para proteger Israel, aliado dos EUA, em sua retaliação contra o Hamas por um ataque em 7 de outubro que, segundo Israel, matou 1.200 pessoas.
Mas em meio à crescente pressão global por uma trégua na guerra que já matou mais de 32.000 palestinos, os EUA se abstiveram na votação de segunda-feira para permitir que o Conselho de Segurança pedisse um cessar-fogo imediato durante o mês de jejum muçulmano do Ramadã, que termina em duas semanas.
Também pede a libertação imediata e incondicional de todos os reféns. Israel diz que o Hamas fez 253 reféns durante o ataque de 7 de outubro.
“O apoio dos Estados Unidos a estes objetivos não é simplesmente retórico. Estamos trabalhando dia e noite para os tornar reais no terreno por meio da diplomacia, porque sabemos que só por meio da diplomacia poderemos fazer avançar esta agenda”, afirmou a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield.
noticia por : UOL











