Durante a homilia, Francisco denunciou uma “trama bastante humana que atravessa a história: aquela de um mundo que busca o poder e a potência, a fama e a glória, onde tudo se mede com sucessos e resultados, com cifras e números”. “É a obsessão do desempenho”, acrescentou.
Durante a manhã, em seu Angelus dominical na janela do Palácio Apostólico, o pontífice já havia expressado solidariedade aos “irmãos e irmãs que sofrem com a guerra”, especialmente na “Palestina, em Israel e na Ucrânia”.
No mesmo dia, veio a público que Sara Netanyahu, esposa do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, enviou uma carta pedindo a “intervenção pessoal” do Papa em prol dos reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza. “Poderia ser o fiel da balança e salvar vidas preciosas”, disse a primeira-dama.
A expectativa é de que Francisco volte a acenar ao conflito no Oriente Médio durante a bênção “Urbi et Orbi” (“À cidade e ao mundo”), às 8h desta segunda-feira (25), pelo horário de Brasília, ocasião em que ele aborda os principais temas da atualidade.
Risco de “Natal pagão” – Como de costume, o pontífice também aproveitou a missa de 24 de dezembro para condenar a “idolatria do consumismo” e o risco de os cristãos viverem o Natal “tendo na cabeça uma ideia pagã de Deus, como se fosse um mestre poderoso que está no céu”.
“Sempre volta a falsa imagem de um Deus afastado e suscetível, que se comporta bem com os bons e se ressente com os maus. Mas ele não usa a varinha mágica, não é o Deus comercial do ‘tudo e agora’. Ele não nos salva apertando um botão, mas se faz próximo para mudar a realidade a partir de dentro”, afirmou o Papa.
noticia por : UOL











