Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Governo iraniano usou estupro e violência sexual para reprimir protestos, diz Anistia Internacional

“A maioria deles testemunhou que também ouviu ou testemunhou outras vítimas da mesma violência durante a detenção. Existe realmente uma arma utilizada por este governo para reprimir, humilhar, punir as pessoas que tiveram a coragem de se manifestar desde a morte de Mahsa Amini”, afirma.

O relatório da Anistia revela também a indiferença do sistema de Justiça iraniano com as vítimas e, às vezes, a cumplicidade. Segundo Nicolet, as pessoas que quiseram apresentar queixa depois de terem sido vítimas de tortura e violência sexual foram desencorajadas. 

“Das três pessoas que tiveram coragem de apresentar queixa entre as 45 entrevistadas, duas foram intimidadas e obrigadas a retirar a queixa. E o terceiro ainda está em andamento”, relata.

“Houve também desprezo, por essas pessoas quando elas se apresentaram ao Ministério Público e tiveram a coragem de dizer ‘olha as marcas que tenho no corpo, olha o estado em que me apresento a vocês, tenho revelações para fazer, fui vítima de violência’. Houve, por parte dos procuradores, o desejo de não levar em conta estas palavras. Ninguém foi processado, até onde sabemos”, afirma.

Ela espera que os Estados e a comunidade internacional denunciem o tratamento dado à aplicação da lei pelas autoridades iranianas.

Após o relatório, o que a Anistia Internacional espera é que a comunidade internacional solicite a prorrogação do mandato da missão de informação da ONU no Irã. Votada em novembro de 2022, ela inclui três membros responsáveis ??por documentar e investigar os fatos ocorridos no país desde setembro do ano passado.

noticia por : UOL

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