Cuiabá/MT, 10 de março de 2026.

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‘Povo do Messias’: discriminados, cristãos no Paquistão agora têm nova nomenclatura

Os cristãos no Paquistão sofrem com a maneira como são discriminados pelas autoridades e boa parte dos adeptos da religião muçulmana. Se trata de uma discriminação histórica, mas que agora recebe um alívio após o Supremo Tribunal do país passar a se referir aos seguidores de Cristo como o “Povo do Messias”.

Parece algo extremamente simples, mas na verdade significa uma mudança que pode impactar a maneira como os locais tratam os cristãos. Isso, porque, a expressão usada popularmente para se referir aos seguidores de Cristo, até então, é “Isai”.

“Isai” é um termo pejorativo no Paquistão, usado para se referir a pessoas de segunda classe, segundo a agência FSSPX. Os cristãos no país, devido à discriminação histórica, não conseguem bons trabalhos, nem mesmo qualquer representatividade política.

Outra expressão usada para se referir aos seguidores de Cristo é “Churha”, que basicamente significa algo como “varredor de rua” ou “os intocáveis”, sendo essa outra forma de tratamento pejorativo contra o 1,8% da população paquistanesa que se declara cristã.

“Povo do Messias”

A mudança na forma como o Supremo Tribunal se refere aos cristãos, deixando de usar a expressão “Isai” para utilizar  “Masihi”  – “Povo do Messias” – denota uma forma completamente diferente de tratamento, sendo essa respeitosa.

Com isso, a tendência é que outros órgãos oficiais sigam o exemplo, influenciando na forma como o restante da população trata os seguidores de Cristo.

O que parece algo simples, portanto, significa muito em um país classificado na sétima posição na lista mundial de perseguição religiosa da organização Portas Abertas, onde a intolerância e até a violência contra as minorias são constantes.

“Há uma epidemia silenciosa de sequestros, casamentos e conversões forçados de meninas e mulheres cristãs no Paquistão. Meninas cristãs de 12 anos — principalmente de famílias pobres — são sequestradas, casadas à força, abusadas sexualmente e forçadas a se converter ao islamismo sob ameaça de morte”, diz a Portas Abertas.

FONTE : Gospel Mais

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